Abril Azul e Abril Verde unem conscientização, prevenção e proteção social, em temas que dialogam diretamente com a vida laboral e com o futuro previdenciário

Por Jeferson Peres
Abril teve duas campanhas de forte relevância social: o Abril Azul, dedicado à conscientização sobre o autismo, e o Abril Verde, voltado à promoção da saúde e da segurança no trabalho. Em comum, as duas agendas reforçam uma ideia central para a proteção social: prevenir, informar e cuidar desde cedo é essencial para garantir inclusão, autonomia e qualidade de vida ao longo de toda a trajetória laboral.
No caso do Abril Azul, o marco internacional é o Dia Mundial da Conscientização sobre o Autismo, celebrado em 2 de abril por iniciativa das Nações Unidas. A proposta é ampliar a compreensão pública sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), combater o preconceito e estimular políticas mais inclusivas nas áreas de saúde, educação, acessibilidade e trabalho. Neste ano, a própria ONU destacou que o debate sobre neurodiversidade envolve temas como saúde inclusiva, educação de qualidade e acessibilidade no local de trabalho.
No Brasil, o tema também tem repercussões jurídicas e sociais relevantes. A Lei nº 12.764/2012 instituiu a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, e o ordenamento brasileiro reconhece o autismo como deficiência para fins legais, o que amplia o acesso a políticas públicas, proteção social e direitos específicos. Esse reconhecimento tem impacto direto no debate previdenciário, sobretudo quando se considera a proteção da pessoa com deficiência e o papel da rede familiar de cuidado ao longo da vida.
ABRIL VERDE
Já o Abril Verde chama atenção para a prevenção de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. A campanha está associada ao Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, celebrado em 28 de abril, e busca fortalecer a cultura de prevenção em ambientes laborais. A ONU destaca que conscientização, prevenção e diálogo social são elementos centrais para reduzir a incidência de acidentes, doenças ocupacionais e mortes relacionadas ao trabalho. No Brasil, a Fundacentro tem reiterado que a campanha também deve incluir a discussão sobre saúde mental e riscos psicossociais.
Esse ponto ganha ainda mais importância diante da atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que passou a incluir expressamente os fatores de risco psicossociais no gerenciamento de riscos ocupacionais. A mudança reforça que saúde e segurança no trabalho não se limitam a acidentes visíveis ou riscos físicos, mas abrangem também aspectos como sobrecarga, assédio, pressão excessiva e organização inadequada do trabalho — temas que podem afetar permanência laboral, bem-estar e capacidade de trabalho.
Para a Guarujá Previdência, autarquia responsável pela previdência social dos servidores públicos municipais de Guarujá, a abertura de abril oferece uma oportunidade de integrar inclusão, saúde e prevenção em uma mesma linha de reflexão. Falar de autismo é falar de acessibilidade, direitos e proteção social. Falar de segurança no trabalho é falar de prevenção, continuidade contributiva e cuidado com a saúde ao longo da vida ativa. Em ambos os casos, a mensagem é semelhante: proteger o futuro exige atenção concreta às condições do presente.
De acordo com o coordenador técnico da Saúde Ocupacional de Guarujá, Dr. Antônio Briceño Armas, relações interpessoais também são muito importantes dentro do ambiente laboral. “E falar sobre prevenção, obviamente, no âmbito da saúde ocupacional em específico, é, digamos assim, premissa. É o principal. Nosso trabalho, justamente, é falar, mostrar e sensibilizar as pessoas quanto ao prevencionismo”, diz.
Prossegue o especialista: “E o prevencionismo começa em mudança de cultura. Porque, muitas vezes, isso é deixado na mão só da medicina ou só da engenharia de segurança do trabalho. Mas eu entendo que esse é um problema de todos: dos trabalhadores e da organização. Porque tem que ter consciência prevencionista, não só no trabalho, mas também em casa. Porque acidentes domésticos também acontecem. ‘Faça você mesmo’: vai trocar uma lâmpada, vai escalar, vai mexer em alguma coisa, cai da escada, se machuca. Fez coisas em casa que, no trabalho, faria com EPI, mas em casa não utiliza. Acaba se queimando cozinhando porque não estava usando aquela luva. Coisas desse tipo. Então, eu entendo que conscientizar quanto à prevenção tem como objetivo primordial, para os indivíduos, levar isso para sua cultura, para seu dia a dia, e fazer uma transformação nessas pessoas quanto à responsabilidade que elas têm sobre a sua saúde e sobre a sua segurança. Não é só papel da medicina e da segurança do trabalho”.
Ao longo do mês, as campanhas de abril convidam a sociedade a ampliar a compreensão sobre direitos, ambientes mais inclusivos e responsabilidade coletiva com a saúde. Para a previdência, essa é uma agenda estratégica: quanto mais informação, acolhimento e prevenção existirem no cotidiano, maiores são as chances de trajetórias profissionais mais estáveis e de um envelhecimento com mais dignidade, autonomia e proteção social.
Ambiente de trabalho seguro também é política de previdência
Falar de segurança no trabalho é falar de prevenção, mas também de proteção social. Quando um ambiente laboral adoece ou expõe trabalhadoras e trabalhadores a riscos evitáveis, os efeitos não ficam restritos ao presente: eles podem comprometer a capacidade de trabalho, gerar afastamentos, reduzir renda e produzir impactos duradouros na trajetória profissional e previdenciária. É por isso que o Abril Verde, campanha voltada à prevenção de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, dialoga diretamente com a missão de regimes previdenciários e com a defesa de um envelhecimento mais digno e saudável.
Os números ajudam a dimensionar o problema. Dados atualizados do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho da Iniciativa SmartLab, coordenada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pelo Escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) para o Brasil, mostram que o país acumulou 8,8 milhões de acidentes de trabalho e 32 mil mortes no emprego com carteira assinada entre 2012 e 2024. A mesma base indica ainda 2,6 milhões de novas concessões de benefícios acidentários no período, com gasto acumulado de R$ 173 bilhões em valores nominais.
No recorte mais recente, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informou que o Brasil registrou 724.228 acidentes de trabalho em 2024. Desse total, 74,3% foram acidentes típicos, 24,6% acidentes de trajeto e apenas 1% doenças ocupacionais, dado que o próprio ministério usa para alertar sobre a dificuldade de reconhecer formalmente doenças relacionadas ao trabalho. Na mesma apresentação, a coordenadora-geral de Fiscalização em Segurança e Saúde no Trabalho, Viviane Forte, afirmou: “Nosso objetivo é construir uma cultura de prevenção que promova ambientes mais seguros, melhore a qualidade de vida no trabalho e contribua para uma sociedade mais justa e igualitária”.
Esse quadro não se resume aos acidentes mais visíveis. Em 2023, o Ministério da Saúde atualizou, após 24 anos, a Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho, incorporando 165 novas patologias e elevando o total de códigos diagnósticos de 182 para 347. Entre as inclusões estão doenças de saúde mental, distúrbios osteomusculares e outros agravos que mostram como o adoecimento ocupacional pode ser físico, psíquico e cumulativo. O mesmo comunicado informa que o SUS atendeu quase 3 milhões de casos de doenças ocupacionais entre 2007 e 2022, o que reforça a dimensão sanitária e social do tema.
A discussão ganha ainda mais atualidade em 2026 com a evolução da NR-1, norma que trata das disposições gerais de segurança e saúde no trabalho e do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). Em março, o MTE lançou um manual específico para orientar a aplicação do capítulo 1.5 da norma e destacou que a publicação aborda também o gerenciamento dos riscos psicossociais, definidos como fatores ligados à organização do trabalho que podem afetar a saúde mental. Segundo o ministério, a medida integra as ações da Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho (CANPAT) 2026, que terá como tema justamente a prevenção desses riscos no ambiente laboral.
No campo previdenciário, esse debate é central porque acidentes e doenças do trabalho podem resultar em incapacidade temporária ou permanente, além de afetar diretamente a continuidade contributiva e a estabilidade econômica das famílias. A proteção da capacidade laboral não interessa apenas à gestão do trabalho; interessa também à previdência, que atua justamente quando a pessoa perde, total ou parcialmente, condições de sustentar sua vida pelo exercício regular da atividade profissional. Prevenir, nesse sentido, é também reduzir sofrimento, afastamentos e vulnerabilidades futuras.
Para a Guarujá Previdência, autarquia responsável pela previdência social dos servidores públicos municipais de Guarujá, o Abril Verde reforça uma mensagem importante: um ambiente de trabalho seguro é parte da proteção social. Cuidar da saúde ocupacional, reconhecer riscos físicos e psicossociais e fortalecer a cultura de prevenção significa proteger não apenas o presente da vida laboral, mas também o futuro de quem depende do trabalho para construir autonomia, renda e aposentadoria.
Trabalho, saúde mental e prevenção: o que muda com a nova NR-1
A discussão sobre saúde mental no trabalho ganhou novo peso regulatório em 2026. Em março, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) lançou um manual para orientar a aplicação do capítulo 1.5 da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) e confirmou que o gerenciamento dos fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho passa a integrar de forma expressa o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), com exigência mantida para maio de 2026. Na prática, isso significa reconhecer que sofrimento mental, assédio, sobrecarga e organização inadequada do trabalho também precisam ser identificados, avaliados e prevenidos no ambiente laboral.
A mudança não surgiu do nada. O próprio MTE informou que a Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho (CANPAT) 2026 terá como eixo os riscos psicossociais, e a Fundacentro — Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho, instituição pública federal voltada a pesquisa e difusão de conhecimento sobre saúde e segurança do trabalhador — já vinha alertando, no contexto do Abril Verde, para a necessidade de enfrentar esses fatores de risco de forma preventiva. Em 2026, a Comissão Tripartite Paritária Permanente manteve a exigência de gerenciamento desses riscos a partir de maio.
Os dados ajudam a explicar por que o tema se tornou incontornável. Em janeiro de 2026, o Ministério da Previdência Social informou que, em 2025, a Previdência concedeu 546.254 benefícios por incapacidade temporária por transtornos mentais e comportamentais, um crescimento de 15,66% em relação a 2024, quando foram concedidos 472.328 benefícios dessa natureza. Em 2025, os grupos diagnósticos mais frequentes foram transtornos ansiosos e episódios depressivos. Já notícia publicada pela ONU no Brasil, em 2025, registrou que os benefícios por incapacidade relacionados à saúde mental haviam crescido 134% no último biênio, mostrando a velocidade com que o problema avançou.
Esse quadro reforça que saúde mental no trabalho não pode ser tratada apenas como questão individual. A Convenção nº 190 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), adotada em 2019, reconhece o direito de toda pessoa a um mundo do trabalho livre de violência e assédio, inclusive por motivo de gênero, e passou a ser referência importante no enfrentamento dos riscos psicossociais, especialmente quando o adoecimento está ligado a humilhação, assédio moral, assédio sexual, pressões abusivas e ambientes hostis. Em pesquisa anterior da OIT, da Lloyd’s Register Foundation e da Gallup, divulgada em 2022, mais de uma em cada cinco pessoas ocupadas no mundo relatou ter sofrido violência ou assédio no trabalho.
No campo previdenciário, essa mudança regulatória importa porque o adoecimento psíquico pode comprometer permanência laboral, capacidade funcional e estabilidade econômica de trabalhadoras e trabalhadores. Prevenir riscos psicossociais significa, também, proteger a capacidade de trabalho antes que o sofrimento se converta em afastamento prolongado, incapacidade ou ruptura da trajetória contributiva. Sob essa perspectiva, a saúde ocupacional deixa de ser apenas um dever de gestão e passa a ser também uma forma concreta de proteção social.
“Se você tem pessoas mais felizes e com sentimento de pertencimento àquele local de trabalho, com certeza elas vão produzir mais, elas vão ter uma performance melhor. Então, esse entendimento eu sinto que ainda falta dentro de algumas organizações, muitas vezes até por falta de uma escola de liderança, de uma formação para isso. Porque precisa preparar, conscientizar o líder para isso também. Nós temos pessoas muito boas aí, mas a gente precisa de treinamento de inteligência emocional, gestão de pessoas, treinamento de comunicação não agressiva, treinamento sobre feedback estruturado. Essas coisas, aos poucos, vão trazendo resultado. Mas não é uma coisa que vai acontecer de uma hora para outra. Isso é um trabalho de formiguinha, precisa ser feito aos poucos”, diz o Dr. Antônio Briceño Armas.
“Depois, obviamente, entra a outra parte: conscientizar as pessoas de que elas têm que fazer também a parte delas. Não adianta você fazer tudo isso com liderança, sem que os liderados entendam que eles também precisam ter autocuidado, precisam fazer atividade física, precisam fazer terapia — e terapia não é coisa para doido, terapia é para todo mundo. Todo mundo precisa se autoconhecer”, completa.
Para a Guarujá Previdência, autarquia responsável pela previdência social dos servidores públicos municipais de Guarujá, o debate traz uma mensagem clara: ambiente de trabalho seguro não envolve apenas riscos físicos, químicos ou biológicos. Envolve também cultura institucional de cuidado, prevenção do assédio, organização saudável do trabalho e atenção aos sinais de sofrimento mental. No Abril Verde, a nova NR-1 ajuda a mostrar que proteger a saúde mental hoje é também preservar o futuro laboral e previdenciário de amanhã.
Ambiente de trabalho seguro também é política de previdência
Falar de segurança no trabalho é falar de prevenção, mas também de proteção social. Quando o ambiente laboral expõe trabalhadoras e trabalhadores a riscos evitáveis, os efeitos não ficam restritos ao presente: eles podem comprometer a saúde, reduzir a capacidade de trabalho, gerar afastamentos e produzir impactos duradouros na trajetória profissional e previdenciária. É por isso que o Abril Verde, campanha dedicada à prevenção de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, também dialoga com o campo da previdência.
Os números ajudam a dimensionar esse desafio. Dados do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho, da iniciativa SmartLab coordenada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pelo escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, mostram que o país acumulou 8,8 milhões de acidentes de trabalho e 32 mil mortes no emprego com carteira assinada entre 2012 e 2024. A mesma base registra 2,6 milhões de concessões de benefícios acidentários no período e gasto acumulado de R$ 173 bilhões.
No recorte mais recente, o Ministério do Trabalho e Emprego informou que o Brasil registrou 724.228 acidentes de trabalho em 2024. Desse total, 74,3% foram acidentes típicos, 24,6% acidentes de trajeto e 1% doenças ocupacionais formalmente reconhecidas. Ao comentar os dados, a coordenadora-geral de Fiscalização em Segurança e Saúde no Trabalho, Viviane Forte, afirmou que o objetivo é construir “uma cultura de prevenção que promova ambientes mais seguros, melhore a qualidade de vida no trabalho e contribua para uma sociedade mais justa e igualitária”.
O debate, porém, não se limita aos acidentes mais visíveis. Em 2023, o Ministério da Saúde atualizou a Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho após 24 anos, ampliando de 182 para 347 os códigos diagnósticos relacionados ao trabalho. Entre as inclusões estão agravos de saúde mental, distúrbios osteomusculares e outras doenças que mostram como o adoecimento ocupacional pode ser cumulativo, silencioso e de longa duração. O mesmo comunicado informa que o SUS atendeu quase 3 milhões de casos de doenças ocupacionais entre 2007 e 2022.
Essa ampliação do olhar preventivo ganha força também com a NR-1, norma que organiza o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). Em 2026, o MTE publicou manual orientando a gestão dos riscos ocupacionais e destacou expressamente os riscos psicossociais, ligados à organização do trabalho, ao assédio, à sobrecarga e a outros fatores que podem afetar a saúde mental. A mudança reforça que segurança no trabalho não se resume a evitar acidentes físicos: envolve também construir ambientes institucionais mais saudáveis.
No campo previdenciário, essa discussão é central porque acidentes e doenças do trabalho podem resultar em incapacidade temporária ou permanente, além de afetar diretamente a continuidade contributiva e a estabilidade econômica das famílias. Proteger a capacidade laboral é, nesse sentido, mais do que preservar produtividade: é reduzir sofrimento, evitar rupturas abruptas na vida profissional e fortalecer a segurança social ao longo do tempo.
Para a Guarujá Previdência, o Abril Verde reforça uma mensagem importante: um ambiente de trabalho seguro também é política de previdência. Cuidar da saúde ocupacional, reconhecer riscos físicos e psicossociais e fortalecer a cultura de prevenção significa proteger não apenas o presente da vida laboral, mas também o futuro de quem depende do trabalho para construir autonomia, renda e aposentadoria.
Colegiado também recebeu estudo de ALM, atualizou credenciamentos e debateu estratégias de alocação diante de maior incerteza no cenário macroeconômico
A Guarujá Previdência, autarquia responsável pela previdência social dos servidores públicos municipais de Guarujá, realizou em 16 de abril a 4ª reunião ordinária de 2026 do Comitê de Investimentos, com análise do cenário macroeconômico, avaliação da carteira, deliberação sobre novas aplicações e apresentação do estudo de Asset Liability Management (ALM), ferramenta que auxilia a compatibilizar os ativos do regime com seus compromissos futuros.
Na abertura da reunião, o comitê avaliou relatório da consultoria LDB que apontou aumento da incerteza global em razão da escalada do conflito no Oriente Médio, da persistência de pressões inflacionárias e de um ambiente mais complexo para a condução da política monetária em economias centrais. No caso brasileiro, a ata registra que a atividade econômica segue resiliente no início de 2026, apoiada por mercado de trabalho ainda forte, crescimento real dos salários e sinais de recuperação industrial, ao mesmo tempo em que a inflação voltou a surpreender para cima, o que exige cautela adicional no acompanhamento da política monetária.
No campo dos investimentos, o comitê registrou que, após consolidação da consultoria, a carteira da Guarujá Previdência apresentou rentabilidade de 0,56% em fevereiro, frente a uma meta atuarial de 1,11% no mesmo mês. Em março de 2026, a rentabilidade estimada foi de 0,75%, ante meta de 1,38%. No acumulado do exercício, a carteira alcançou 2,44%, enquanto a meta atuarial acumulada chegou a 3,34%.
A análise do fluxo de caixa indicou, para o período entre 14 de março e 15 de abril, disponibilidade de R$ 941.070,22 no plano financeiro e R$ 8.836.147,79 no plano previdenciário, após a reserva dos valores necessários ao pagamento de aposentadorias e pensões do mês de abril. Com base nesse quadro, o comitê aprovou novos aportes em títulos públicos NTN-B, com vencimentos em 2030 e 2032, marcados na curva, além de aporte adicional no fundo BTG Pactual Infraestrutura III Feeder FIP Multiestratégia, referente à décima chamada de capital.
As deliberações sobre a alocação em títulos públicos foram aprovadas por quatro votos a um. Segundo a ata, a maioria entendeu que as taxas praticadas no mercado permanecem atrativas e compatíveis com o objetivo de alcançar rentabilidade acima da meta atuarial, em linha com o estudo de ALM mais recente. Houve voto divergente do gestor do comitê, que defendeu a aplicação em renda variável por meio do fundo BTG Pactual FIA Oportunidades Listadas I, argumento que não prevaleceu entre os demais membros.
Outro ponto relevante da reunião foi a apresentação remota do estudo de ALM referente ao primeiro semestre de 2026. De acordo com a ata, o trabalho concluiu que a carteira da Guarujá Previdência se mostra bastante aderente às diretrizes propostas, oferecendo parâmetros para o rebalanceamento dos investimentos, para a execução da política de investimentos de 2026 e para a busca do cumprimento da meta atuarial.
O comitê também acompanhou o histórico de rentabilidade dos fundos da carteira e registrou atenção especial aos produtos com rentabilidade acumulada negativa, entre eles alguns fundos de ações, um fundo com exposição ao mercado norte-americano e um fundo imobiliário. Ao mesmo tempo, foram atualizados os credenciamentos de instituições e fundos, incluindo produtos de renda fixa, ações e infraestrutura, ampliando o leque de alternativas disponíveis para futuras decisões de investimento.
Nos assuntos gerais, a ata registra que os próximos créditos em conta corrente, inclusive os da taxa de administração, deverão ser direcionados para fundos com aplicação e resgate automáticos, de modo a evitar permanência de recursos sem rentabilidade até definição de sua destinação final. Também foram registradas reuniões técnicas com representantes de instituições financeiras e a participação de membros do comitê em eventos especializados do setor previdenciário e de investimentos. A próxima reunião ordinária ficou agendada para 14 de maio de 2026.
A Guarujá Previdência informa seus segurados sobre uma instabilidade ocorrida nas declarações do Imposto de Renda de 2026, especificamente para aposentados e pensionistas com mais de 65 anos ou portadores de moléstia grave, situação que já foi corrigida pela autarquia.
Nossa equipe agiu rapidamente e a correção dos dados já foi enviada ao sistema do Governo Federal no dia 24/04/2026. Os Informes de Rendimentos que constam em nosso cadastro estão corretos.
A partir deste ano, a Receita Federal alterou a forma como as empresas e institutos de previdência devem enviar as informações de rendimentos (substituindo o antigo sistema por um novo). Durante essa transição, o sistema do governo não fez a leitura correta das faixas de isenção, tratando os rendimentos que deveriam ser isentos como se fossem tributáveis (sujeitos a imposto).
Como resultado, muitos beneficiários que entregaram suas declarações recentemente caíram na “malha fina” ou receberam uma guia (DARF) cobrando imposto indevido.
O erro ainda pode aparecer para alguns segurados. A Receita Federal tem um tempo de processamento. Mesmo que já tenhamos enviado os dados corrigidos, o banco de dados federal demora alguns dias para atualizar a informação na sua conta.
Importante: Se a sua declaração acusou pendência, pedimos que não pague nenhuma guia neste momento. Aguarde a atualização do sistema da Receita Federal.
Para ajudar você a saber o momento exato em que a Receita atualizou os seus dados, criamos um manual passo a passo. Assim, você não precisa sair de casa para acompanhar.
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15 abr 2026
Roda de conversa aborda relações interpessoais e a construção de um ambiente de trabalho saudável e empático
A manhã desta terça-feira (14/4) foi especial na GuarujáPrev, autarquia responsável pela previdência social dos servidores públicos municipais de Guarujá. Os servidores do RPPS se reuniram na Sala de Reuniões Conselheiro Luiz Fernando Scalzitti Fioretti para uma roda de conversa, que teve o tema “Relações Interpessoais e Comunicação: Construindo um Ambiente de Trabalho Saudável”.
Em pauta, promover a reflexão e o diálogo sobre as relações interpessoais e a comunicação no ambiente de trabalho, bem como seus impactos nos processos laborais do dia a dia. A dinâmica aconteceu após a direção da autarquia notar uma demanda por iniciativas de diálogo, feedback e amparo permanente para os profissionais da GuarujáPrev.
A partir das discussões realizadas com o grupo sobre as diversas interferências presentes no cotidiano institucional, foi proposta uma reflexão sobre o que poderia ser considerado um ambiente de trabalho saudável. Entre as respostas, destacaram-se palavras como valorização, cooperação, diálogo, comunicação, empatia e respeito, evidenciando a importância de práticas essenciais para a convivência harmoniosa no ambiente profissional. Também foi proposta a reflexão sobre a importância de construir “pontes” de diálogo como forma de mediação e resolução de conflitos no ambiente institucional.
A roda de conversa foi conduzida pelos psicólogos Paula Eremita e Roberto do Rosário, da Casa de Apoio ao Servidor da Prefeitura de Guarujá.
“É nosso dever cuidar bem de quem cuida de Guarujá. Por isso foi uma grande alegria participar e acompanhar essa roda de conversa de nossos profissionais. O trabalho em um regime próprio exige dedicação e atenção total, mas sempre há tempo para uma boa conversa e integração”, diz o diretor presidente da GuarujáPrev, Edler Antonio da Silva.
O diretor explica que a autarquia tem promovido, nos últimos cinco anos, um Programa de Proteção Ocupacional do Servidor que envolve estudos e ações integrando diversos programas, iniciativas e serviços, dentre eles: PGR – Programa de Gerenciamento de Riscos, PCMSO – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional, Exames Médicos Anuais de Saúde Ocupacional; CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes, LTCAT – Laudo Técnico de Condições Ambientais de Trabalho, Laudo de Insalubridade e de Periculosidade e Laudo de Ergonomia.
Edler finaliza agradecendo o apoio da Administração Municipal à iniciativa, por meio da Secretaria de Gestão Administrativa e Inovação. “Ouvir não só nosso segurado, mas especialmente o nosso servidor, hoje e sempre. Esse também é um dos segredos que faz da nossa autarquia uma referência nacional no setor previdenciário”, completa.
Evento reuniu especialistas renomados, autoridades e representantes de diversas áreas, promovendo debates de alto nível e a troca de experiências que contribuem para a evolução da previdência pública no Brasil.

Uma comitiva da GuarujáPrev, autarquia responsável pela previdência social dos servidores públicos municipais de Guarujá, participou nesta semana do 22º Congresso Estadual de Previdência da APEPREM, realizado pela Associação Paulista de Entidades de Previdência do Estado e dos Municípios de 8 a 10 de abril em Campos do Jordão/SP. O evento reuniu especialistas renomados, autoridades e representantes de diversas áreas, promovendo debates de alto nível e a troca de experiências que contribuem para a evolução da previdência pública no Brasil.
Nos três dias de evento, os representantes da GuarujáPrev acompanharam painéis sobre temas como Políticas de Investimentos em RPPS, Projetos de Pós-Aposentadoria, Gestão Integrada de Ativos e Passivos, Educação Previdenciária, entre outros. Além disso, houve a realização de cursos complementares de Contabilidade e Controle Interno.
“Um encontro como esse da APEPREM, com intenso conteúdo técnico, é muito importante para que nossos profissionais estejam sempre atentos às novidades de um setor que se transforma e moderniza a cada dia. Muitos colegas de regimes próprios de outros municípios nos procuram para conhecer mais o nosso trabalho, que levou Guarujá a ser referência nacional no setor previdenciário, algo que muito nos orgulha”, diz o diretor presidente da GuarujáPrev, Edler Antonio da Silva.
“Aproveitamos o encontro para convidar nossos colegas de RPPS para o 5º Seminário Nacional de Investimentos da ANEPREM, que acontecerá na nossa cidade de 29 a 31 de julho; um encontro fundamental para o setor previdenciário, onde vamos mostrar o trabalho que fez da GuarujáPrev um dos mais importantes regimes próprios do Brasil”, completou Edler.
Para a Guarujá Previdência, refletir sobre felicidade é refletir sobre o futuro. No Dia Internacional da Felicidade, celebrado em 20 de março, a autarquia responsável pela previdência social dos servidores públicos municipais de Guarujá reforça que bem-estar, envelhecimento saudável e aposentadoria são dimensões indissociáveis de políticas públicas comprometidas com qualidade de vida e justiça social.
Instituída pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em 2012, a data reconhece que felicidade e bem-estar são objetivos universais e devem orientar decisões governamentais. Sob essa perspectiva, a Guarujá Previdência considera que falar de felicidade vai além da satisfação individual: envolve autonomia, saúde, vínculos sociais e condições adequadas para viver bem todas as etapas da vida, inclusive após o encerramento da atividade laboral.
Essa reflexão se torna ainda mais relevante diante das transformações demográficas em curso. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2030 uma em cada seis pessoas no mundo terá 60 anos ou mais, e, até 2050, a população global nessa faixa etária deve alcançar 2,1 bilhões. No Brasil, os dados confirmam essa tendência: segundo as Tábuas Completas de Mortalidade 2024, divulgadas pelo IBGE em novembro de 2025, a expectativa de vida ao nascer chegou a 76,6 anos — 79,9 anos para mulheres e 73,3 anos para homens.
O aumento da longevidade é uma conquista social importante, mas também amplia a responsabilidade de promover qualidade de vida ao longo do tempo. A OMS define envelhecimento saudável como o processo de desenvolver e manter a capacidade funcional que permite bem-estar na velhice. Para a Guarujá Previdência, essa definição reforça a importância de políticas que valorizem não apenas a duração da vida, mas a preservação da mobilidade, da cognição, da saúde mental, da convivência e da participação social.
Nesse contexto, a aposentadoria é compreendida como uma etapa de transição e continuidade, e não apenas como um marco administrativo. Ela representa a possibilidade de reorganizar o tempo, fortalecer vínculos e desenvolver novos projetos pessoais e comunitários. Iniciativas como a Década do Envelhecimento Saudável 2021–2030, promovida pela ONU e liderada pela OMS, dialogam diretamente com essa visão ao incentivar ações que melhorem a vida das pessoas idosas, de suas famílias e das comunidades em que estão inseridas.
Para a Guarujá Previdência, qualidade de vida na aposentadoria envolve múltiplos fatores. A segurança da renda é essencial, mas caminha lado a lado com o acesso a serviços de saúde, o estímulo à convivência social, o incentivo a rotinas significativas e a promoção da autonomia. A felicidade, nesse sentido, é entendida como a expressão concreta de bem-estar, segurança e pertencimento.
É por isso que a autarquia reforça a importância da educação previdenciária como instrumento de cuidado ao longo da vida. Planejar a aposentadoria não se resume ao conhecimento de regras e prazos legais, mas inclui refletir sobre hábitos, projetos, saúde e relações sociais. Proteger o futuro significa garantir direitos, mas também fomentar condições para que essa etapa seja vivida com dignidade, participação e qualidade.
No Dia Internacional da Felicidade, a Guarujá Previdência reafirma seu compromisso com uma visão ampliada de proteção social. Promover condições para envelhecer bem é uma expressão concreta de justiça social. E a previdência, quando articulada ao planejamento de vida e à promoção da saúde, consolida-se como uma das bases de um bem-estar duradouro, coletivo e sustentável.
O Ministério da Previdência Social (MPS) lançou no último dia 27 de fevereiro o Guia Orientativo para vereadores e vereadoras de municípios com Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS).
A publicação tem o objetivo de contribuir para que os parlamentares municipais ampliem seus conhecimentos sobre o funcionamento desse regime e participem de forma qualificada dos debates relacionados às políticas previdenciárias, destacando a importância de que vereadores e vereadoras acompanhem e discutam, com base técnica e transparência, os temas fundamentais à previdência social local. O material também apresenta os principais instrumentos de apoio à atuação dos parlamentares.
A previdência dos servidores públicos integra as atribuições do Poder Legislativo municipal, uma vez que suas decisões e normas impactam diretamente o futuro dos servidores, a sustentabilidade do RPPS e a capacidade do município de manter suas políticas públicas de forma equilibrada e responsável.
A iniciativa reforça o compromisso do MPS na disseminação da cultura previdenciária e na promoção de uma previdência pública sustentável e segura para os servidores públicos.
O Guia Orientativo está disponível no site do Ministério da Previdência Social, portal RPPS, na versão Folheto e Guia completo. A GuarujáPrev, autarquia responsável pela previdência social dos servidores públicos municipais de Guarujá, irá encaminhar a publicação aos parlamentares do município. “O Poder Legislativo de nossa cidade tem colaborado muito com a boa gestão previdenciária de nosso RPPS, juntamente com a Chefia do Poder Executivo, por isso acreditamos que o guia preparado pelo Governo Federal ampliará essa boa parceria da Câmara Municipal com nosso regime próprio”, afirma Edler Antonio da Silva.
19 mar 2026
Guarujá Previdência conduz avaliação estratégica do cenário econômico e fortalece gestão de investimentos
A Guarujá Previdência reafirmou, mais uma vez, seu papel como gestora técnica e estratégica dos recursos previdenciários ao conduzir, no dia 16 de março, a 3ª reunião ordinária de 2026 do Comitê de Investimentos. No encontro, a autarquia coordenou análises do cenário macroeconômico, avaliou o desempenho da carteira e definiu ajustes de alocação alinhados às metas atuariais e às diretrizes do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS).
Logo na abertura, a Guarujá Previdência promoveu o debate qualificado sobre o cenário econômico internacional e nacional, com base em relatório técnico da consultoria LDB. Foram avaliados fatores como a maior volatilidade dos mercados globais, as incertezas geopolíticas, a dinâmica dos preços das commodities e seus reflexos sobre a política monetária internacional. No contexto brasileiro, a análise destacou um ambiente de transição, com sinais de moderação da atividade econômica combinados a um mercado de trabalho ainda resiliente, cenário que exige atenção e decisões equilibradas na condução dos investimentos.
No acompanhamento da carteira, a Guarujá Previdência apresentou desempenho positivo em fevereiro, com rentabilidade estimada de 0,52%, refletindo um mês marcado por oscilações nos mercados internacionais. No acumulado do ano até o período, a rentabilidade alcançou 1,64%, permanecendo em trajetória compatível com o planejamento atuarial e com a estratégia de proteção do patrimônio previdenciário no longo prazo. A gestão destacou que movimentos de curto prazo são esperados em ambientes de maior volatilidade e reforçou a importância da diversificação e da disciplina estratégica.
A análise do fluxo de caixa evidenciou a solidez da estrutura financeira do regime. Entre 20 de fevereiro e 13 de março, as receitas somaram R$ 17,287 milhões, abrangendo os fundos financeiro e previdenciário. Após o cumprimento regular das obrigações com o pagamento de aposentadorias e pensões, permaneceu volume significativo de recursos aptos a novas aplicações, reforçando a capacidade de planejamento e sustentabilidade do sistema.
Como resultado das discussões técnicas, a Guarujá Previdência coordenou a aprovação de novas aplicações em títulos públicos federais indexados à inflação (NTN-B), com vencimentos em 2028, 2045 e 2055, além de aportes em fundo de renda fixa referenciado DI. A estratégia prioriza ativos com maior previsibilidade, liquidez e aderência à meta atuarial, conforme as diretrizes do estudo de Asset Liability Management (ALM) vigente.
No mesmo movimento de gestão ativa, o Comitê aprovou o redirecionamento gradual de recursos alocados em fundos que apresentaram desempenho inferior ao esperado, especialmente em segmentos mais sensíveis às oscilações do mercado internacional. A decisão reflete o compromisso da Guarujá Previdência com o equilíbrio entre risco, retorno e segurança, preservando o patrimônio dos segurados e fortalecendo a resiliência da carteira diante de cenários adversos.
O relatório mensal também apontou que a maior parte dos investimentos manteve desempenho positivo no período, enquanto ajustes táticos foram recomendados em segmentos específicos, como ações, multimercado internacional e fundos imobiliários. Essas decisões fazem parte de um processo contínuo de monitoramento e aprimoramento da alocação, pautado por critérios técnicos e governança.
A reunião registrou ainda o empenho da equipe da Guarujá Previdência na permanente qualificação técnica, com participação em eventos de referência do setor, como o 8º Congresso Brasileiro de Investimentos dos RPPS, em Florianópolis, além de encontros técnicos e seminários especializados. A próxima reunião ordinária do Comitê de Investimentos está prevista para 16 de abril de 2026.
Autarquia aprovou avaliação atuarial, reforçou práticas de controle e iniciou novo modelo de monitoramento estratégico
A Guarujá Previdência segue fortalecendo sua gestão institucional e as boas práticas de governança do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS). Em 6 de março, a autarquia conduziu a 3ª reunião ordinária de 2026 do seu Conselho de Administração, com deliberações estratégicas voltadas à sustentabilidade atuarial, ao aprimoramento dos mecanismos de controle interno e ao acompanhamento sistemático de metas institucionais.
Entre os destaques da reunião esteve o alinhamento das ações necessárias à manutenção da certificação no nível IV do Pró-Gestão RPPS, o mais elevado do programa nacional que reconhece a excelência na gestão previdenciária. No expediente, foi informado que, em articulação com o Governo Municipal, a Guarujá Previdência encaminhou as providências administrativas para assegurar o pleno atendimento aos requisitos do programa, reforçando seu compromisso com padrões elevados de profissionalização e governança.
Na Ordem do Dia, o Conselho aprovou, por unanimidade, o Relatório Mensal de Atividades do Conselho Fiscal e a ata do Relatório de Governança Corporativareferente a janeiro de 2026, reafirmando a integração entre os órgãos de controle e governança da autarquia. As discussões contribuíram para o aperfeiçoamento do acompanhamento da execução orçamentária, em um contexto de maior previsibilidade financeira, favorecida por recente alteração na base de incidência do PASEP.
Também foi aprovado, de forma unânime, o Relatório Mensal de Conformidade e Regularidade da Controladoria Interna. O colegiado deliberou pelo aprimoramento futuro da apresentação das informações, com vistas a ampliar ainda mais a transparência e a rastreabilidade das ações corretivas eventualmente adotadas — medida alinhada às boas práticas de controle e prestação de contas.
Outro avanço relevante foi a aprovação do conteúdo das avaliações atuariais, etapa fundamental para a definição do plano de custeio do regime. O trabalho, desenvolvido de forma integrada entre o atuário responsável, a Diretoria Executiva e os órgãos colegiados, representa mais um passo decisivo para a preservação do equilíbrio financeiro e atuarial da previdência dos servidores municipais.
A reunião também incluiu o debate sobre a revisão do Código de Ética da Guarujá Previdência. Considerando a complexidade do tema e a importância de um normativo claro, atualizado e juridicamente seguro, o Conselho deliberou pelo aprofundamento da análise no âmbito do Grupo de Trabalho de Legislação e Normas, reforçando o compromisso institucional com a integridade e a boa conduta administrativa.
Como inovação na dinâmica de governança, a partir de março, cujas deliberações foram sobre a competência janeiro de 2026, as atas das reuniões do Conselho passam a incorporar um Anexo Único de monitoramento das metas previstas no Plano de Ações de 2026, em consonância com o Planejamento Estratégico 2026–2030, prática adotada pelos demais órgãos da estrutura de governança. A iniciativa fortalece a transparência e permite acompanhamento contínuo do desempenho institucional.
Com deliberações que abrangem governança, controle interno, ética e sustentabilidade atuarial, a reunião reafirma o papel da Guarujá Previdência como instituição comprometida com a gestão responsável e o planejamento de longo prazo. A próxima reunião ordinária do Conselho de Administração está prevista para 6 de abril de 2026.
Reunião também tratou da manutenção do nível IV do Pró-Gestão, do acompanhamento das metas do planejamento estratégico e de ajustes nos relatórios da Controladoria Interna
O Conselho de Administração da Guarujá Previdência, autarquia responsável pela previdência social dos servidores públicos municipais de Guarujá, realizou em 6 de março sua 3ª reunião ordinária de 2026, com deliberações voltadas ao fortalecimento da governança, ao acompanhamento da regularidade administrativa e ao planejamento de longo prazo do regime próprio.
Entre os principais temas discutidos esteve a manutenção da certificação da autarquia no nível IV do Pró-Gestão, programa nacional de boas práticas de gestão dos regimes próprios de previdência. Durante a fase de expediente, foi informado que, após tratativas com o Governo Municipal, haverá a nomeação de servidora para atender à exigência de experiência profissional mínima de quatro anos para cada dirigente da autarquia, requisito necessário para a preservação do enquadramento no nível mais elevado do programa.
Na Ordem do Dia, o colegiado aprovou por unanimidade o relatório mensal de atividades do Conselho Fiscal e a ata referente ao Relatório Mensal de Governança Corporativa de janeiro de 2026. Ao comentar a ressalva feita pelo Conselho Fiscal sobre a análise dos extratos bancários e relatórios contábeis, conselheiros defenderam maior acompanhamento do uso da reserva da taxa de administração, embora tenha sido registrado que a mudança recente na base de incidência do PASEP trouxe alívio financeiro e tende a reduzir a necessidade de utilização dessa reserva ao longo de 2026.
Também foi aprovado, por unanimidade, o Relatório Mensal de Conformidade e Regularidade da Controladoria Interna relativo a janeiro. Durante a discussão, conselheiros apontaram a necessidade de maior detalhamento quando houver registro de irregularidades, com a inclusão, nos próximos relatórios, de justificativas e providências adotadas pela unidade responsável. A medida busca ampliar a clareza das informações e fortalecer o acompanhamento do cumprimento das obrigações da autarquia.
Outro ponto relevante da reunião foi a aprovação, também unânime, do conteúdo das avaliações atuariais, etapa essencial para a definição do plano de custeio que garantirá os recursos necessários ao financiamento dos benefícios previdenciários. O tema já havia sido objeto de discussão conjunta entre os órgãos de governança, o atuário responsável e a Diretoria Executiva, e sua deliberação representa passo importante para o equilíbrio financeiro e atuarial do regime próprio.
A proposta de revisão do Código de Ética da Guarujá Previdência também entrou em pauta, mas acabou sobrestada para aprofundamento da discussão. O debate abordou, entre outros pontos, a necessidade de distinguir infrações éticas de infrações disciplinares, além de refletir sobre a composição do órgão responsável por eventual apuração envolvendo membros dos conselhos. O tema será encaminhado ao Grupo de Trabalho de Legislação e Normas para nova análise.
A reunião marcou ainda o início de um novo modelo de acompanhamento das metas do Conselho de Administração. A partir de março, as atas passarão a trazer um Anexo Único com o monitoramento dos objetivos e metas previstos no Plano de Ações de 2026, em consonância com o Planejamento Estratégico 2026–2030 da autarquia. A medida busca ampliar a transparência e permitir avaliação mais sistemática do desempenho institucional.
Com a aprovação de temas centrais para a governança, o controle interno e o equilíbrio atuarial, a reunião reforça o papel do Conselho de Administração no acompanhamento estratégico da Guarujá Previdência. A próxima reunião ordinária do colegiado ficou agendada para 6 de abril de 2026.






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