A GuarujáPrev, autarquia responsável pela previdência social dos servidores públicos municipais de Guarujá, esclarece a seus segurados que NÃO possui investimentos alocados ou recursos geridos pelo Banco Master.
Todos os nossos investimentos e aplicações são definidos pelo Comitê de Investimentos da autarquia, que é composto por servidores qualificados em gestão financeira e análise de riscos, um dos fatores que faz da GuarujáPrev referência nacional no setor previdenciário.
Esse trabalho é o que garantiu a conquista e renovação do Nível IV de Pró-Gestão e mais de R$ 1,7 bilhão em caixa para o pagamento das aposentadorias e pensões nas próximas décadas.
Guarujá, 20 de novembro de 2025.
O mês de Novembro é repleto de datas importantes para a reflexão sobre o trabalho, a cidadania e os direitos previdenciários. Confira:
Direitos Humanos e Previdência: 33 anos do Pacto de San José e o direito ao envelhecimento digno
Há exatos 33 anos, em 6 de novembro de 1992, o Brasil promulgava o Decreto nº 678, incorporando à ordem jurídica interna a Convenção Americana sobre Direitos Humanos, também conhecida como Pacto de San José da Costa Rica. O tratado, marco do sistema interamericano de proteção dos direitos humanos, consolidou princípios que dialogam profundamente com o cotidiano dos servidores públicos e com a própria razão de existir da previdência social: garantir dignidade em todas as etapas da vida.
Ao reconhecer a dignidade da pessoa humana como eixo central das políticas públicas, a Convenção contribuiu para ampliar o conceito de direitos fundamentais no Brasil. Não apenas os direitos civis e políticos — como o direito à vida, à liberdade e ao devido processo legal —, mas também os direitos sociais, entre eles o direito à previdência, ao trabalho decente e ao envelhecimento digno, passaram a ser vistos sob a ótica da indivisibilidade dos direitos humanos.
O direito previdenciário como direito humano
A Constituição Federal de 1988, inspirada nas convenções internacionais ratificadas pelo país, consagrou a previdência social como um dos pilares da seguridade (art. 194 a 204 da CF). Esse reconhecimento reafirma que o amparo previdenciário não é mera política compensatória, mas um dever do Estado e um direito de toda pessoa que trabalha — inclusive o servidor público municipal.
Na prática, isso significa que a previdência é também uma política de direitos humanos, porque assegura aos trabalhadores e trabalhadoras o direito de envelhecer com dignidade, de ter acesso a benefícios em situações de vulnerabilidade (como doença, invalidez ou morte) e de se aposentar após anos de contribuição ao serviço público.
A Guarujá Previdência, autarquia responsável pela previdência social dos servidores públicos municipais de Guarujá, é expressão concreta desse compromisso. Ao garantir aposentadorias e pensões, promove a continuidade da proteção social que o Pacto de San José defende: um Estado comprometido com a dignidade e a justiça social.
Servidores municipais e o pacto pela dignidade
No serviço público municipal, a proteção previdenciária é também uma forma de reconhecimento da contribuição de cada servidor à cidade. A aposentadoria, nesse sentido, não representa o fim da vida ativa, mas o início de uma nova etapa de cidadania, em que o tempo dedicado ao trabalho se converte em segurança e respeito.
O Pacto de San José da Costa Rica, ao exigir dos Estados o dever de proteger as pessoas contra discriminação, abandono e exclusão social, reforça o valor simbólico e jurídico da previdência municipal: garantir que ninguém seja deixado para trás.
Assim, cada benefício concedido, cada orientação previdenciária e cada política de educação previdenciária da autarquia traduzem, em nível local, os compromissos assumidos pelo Brasil no plano internacional.
Previdência é democracia
A previdência pública é também uma forma de democracia cotidiana. Ela expressa o princípio de solidariedade — base do sistema contributivo — e materializa o ideal de justiça distributiva. Quando o servidor compreende seus direitos, planeja sua aposentadoria e confia em uma instituição transparente, o pacto social se fortalece.
Em tempos de desafios sociais e econômicos, lembrar os 33 anos do Pacto de San José da Costa Rica é reafirmar que proteger o direito à previdência é proteger a dignidade humana.
A Guarujá Previdência celebra esta data renovando seu compromisso com os servidores públicos municipais: garantir que o direito de envelhecer com dignidade não seja apenas uma previsão legal, mas uma realidade vivida.
Dia Nacional dos Direitos Humanos reforça a importância da dignidade e do envelhecimento digno
Celebrado em 12 de novembro, o dia chama atenção para o papel dos direitos previdenciários na concretização da dignidade humana
O Dia Nacional dos Direitos Humanos, celebrado em 12 de novembro, é um convite à reflexão sobre o papel da dignidade, da igualdade e da liberdade na consolidação da democracia e da justiça social no Brasil. A data foi instituída pela Lei nº 12.641/2012 em homenagem à líder sindical Margarida Maria Alves — símbolo da luta por direitos trabalhistas e contra a violência no campo — e se tornou referência para o debate sobre cidadania e direitos fundamentais.
Os direitos humanos são resultado de um processo histórico de conquistas. Como lembrou o filósofo italiano Norberto Bobbio, “os direitos humanos não nascem todos de uma vez, nem de uma vez por todas” — eles são construídos gradualmente e exigem vigilância permanente para que não sofram retrocessos. Essa construção envolve também a efetivação de direitos sociais, como o direito à previdência, à saúde e ao envelhecimento digno.
O direito previdenciário é parte indissociável dos direitos humanos. Ele garante que, ao fim de uma vida de trabalho, as pessoas possam viver com segurança material, autonomia e respeito, preservando a dignidade que fundamenta o Estado brasileiro. Nesse sentido, a proteção à velhice, assegurada tanto na Constituição Federal quanto em tratados internacionais — como o Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais e a Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Pacto de San José da Costa Rica) — expressa o compromisso coletivo com a solidariedade intergeracional e o amparo aos que mais precisam.
A agenda global também reforça essa perspectiva. O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) nº 16, da Agenda 2030 das Nações Unidas, prevê o fortalecimento das instituições públicas para promover sociedades pacíficas, justas e inclusivas. Garantir o funcionamento ético, transparente e acessível de sistemas previdenciários é parte fundamental desse compromisso: não há paz social sem justiça e sem proteção social efetiva.
Celebrar o 12 de novembro, portanto, é reconhecer que os direitos humanos não se limitam às liberdades civis, mas se realizam também no cotidiano — nas relações de trabalho, no acesso à previdência e na construção de uma velhice digna. É um chamado para que a dignidade humana continue sendo o eixo de todas as políticas públicas, inclusive as previdenciárias.
17 de novembro – Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata
Prevenção salva vidas e fortalece o direito à saúde dos servidores públicos
Nesta segunda-feira (17), o mundo marca o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata, data criada para reforçar a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do cuidado integral com a saúde masculina. O câncer de próstata permanece como um dos tipos de câncer que mais mata homens no Brasil e no mundo, embora seja altamente tratável quando identificado em estágios iniciais.
A mobilização tem impacto direto na vida dos servidores públicos municipais, que também enfrentam os efeitos do adoecimento sobre a saúde, a vida laboral e a proteção previdenciária. A Constituição Federal estabelece, em seu art. 6º, que a saúde é um direito social fundamental, e o Regime Próprio de Previdência Social garante proteção ao servidor em casos de incapacidade decorrente de doença grave. Por isso, falar de prevenção é também falar de direito previdenciário, dignidade e proteção social.
Ações recentes no município
No último sábado (15), a Prefeitura de Guarujá realizou um mutirão de triagem para câncer de próstata no Ambulatório de Referência em Especialidades (ARE), na Vila Júlia. Homens a partir de 45 anos receberam avaliação médica e solicitação do exame PSA (antígeno prostático específico), com coleta realizada na unidade de referência de cada paciente.
Simultaneamente, foram realizados 240 exames de ultrassonografia de próstata para usuários que estavam na fila de espera — todos previamente agendados pela Secretaria de Saúde. Houve ainda mutirão de vasectomia, também para pacientes já convocados.
A iniciativa reforça que políticas públicas de saúde preventiva reduzem riscos, evitam afastamentos prolongados e ajudam a assegurar um envelhecimento digno, princípio diretamente conectado à missão institucional da Guarujá Previdência, autarquia responsável pela previdência social dos servidores públicos municipais de Guarujá.
Saúde do homem é política pública essencial
O Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata lembra que cuidar da saúde masculina não é apenas uma escolha individual: trata-se de uma agenda pública, indispensável para proteger vidas, garantir qualidade de trabalho e assegurar que cada servidor possa chegar à aposentadoria com saúde, autonomia e dignidade.
DIA NACIONAL DE COMBATE AO RACISMO — 18 DE NOVEMBRO
Uma data para reafirmar direitos, enfrentar desigualdades e fortalecer a democracia
O Dia Nacional de Combate ao Racismo, celebrado em 18 de novembro, convida o país a refletir sobre um dos mais graves desafios históricos do Brasil: a desigualdade racial estrutural. A data tem forte relevância em 2025, especialmente por ocorrer no Mês da Consciência Negra, período dedicado a reconhecer a contribuição da população negra e denunciar as violências — explícitas e invisíveis — que ainda moldam a vida social brasileira.
A luta institucional contra o racismo está firmemente prevista no ordenamento jurídico brasileiro. A Constituição Federal de 1988 reconhece o racismo como crime inafiançável e imprescritível, reafirmando um compromisso inequívoco do Estado com a proteção da dignidade humana. No plano internacional, o Brasil é signatário da Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial, aprovada pela ONU em 1965, que determina aos Estados a adoção de políticas públicas para prevenir e eliminar práticas discriminatórias.
Essa agenda também alcança o sistema de Justiça. Em 2024, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) instituiu o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Raça, ferramenta que orienta magistrados a reconhecerem que o racismo é estrutural e influencia processos, decisões e trajetórias institucionais. A iniciativa veio na esteira de recomendações da Comissão Interamericana de Direitos Humanos e de decisões da própria Corte Interamericana, que já condenou o Brasil por casos de violência racial e discriminação.
No plano local, os dados reforçam a urgência do debate. O Censo de 2022 do IBGE mostra que a população negra (pretos e pardos) representa parcela majoritária dos moradores de Guarujá — realidade que acompanha o cenário nacional, em que mais de 56% dos brasileiros se autodeclaram negros. Em muitos serviços públicos, inclusive na administração municipal, servidores negros constituem parte expressiva da força de trabalho, atuando diariamente na garantia de políticas públicas essenciais.
O combate ao racismo, portanto, é também um compromisso com o serviço público e com o Estado Democrático de Direito. A construção de instituições mais inclusivas, acessíveis e representativas passa pela valorização da diversidade e pelo reconhecimento de que o racismo não é apenas um comportamento individual, mas um fenômeno histórico que produz desigualdades materiais concretas — no acesso à educação, à saúde, ao trabalho, à renda e também às condições de envelhecimento digno.
Nesse sentido, o direito previdenciário também integra esse quadro de proteção mais amplo: assegurar aposentadorias dignas, garantir o direito ao envelhecimento com saúde e promover a segurança social são objetivos que, embora não diferenciem os cidadãos por raça, têm impacto direto sobre a vida de milhões de brasileiros e brasileiras que enfrentam desigualdades ao longo de toda a trajetória laboral.
O Dia Nacional de Combate ao Racismo é, portanto, um chamado coletivo: reconhecer o passado, enfrentar o presente e construir um futuro em que a cor da pele não determine oportunidades, trajetórias e condições de vida. É um compromisso institucional, democrático e humano — e que começa todos os dias, dentro e fora do serviço público.
20 de Novembro – Dia Nacional da Consciência Negra
O Dia Nacional da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, marca a data da morte de Zumbi dos Palmares, líder do Quilombo dos Palmares e símbolo maior da resistência negra no Brasil. É um dia de reflexão sobre as raízes da desigualdade racial, mas também de reconhecimento da contribuição histórica, política, cultural e social da população negra na construção da sociedade brasileira.
A luta pela igualdade tem nomes que marcaram épocas. Dandara dos Palmares, guerreira quilombola; Carolina Maria de Jesus, autora de Quarto de Despejo e uma das maiores vozes da literatura brasileira; Abdias do Nascimento, fundador do Teatro Experimental do Negro e referência do movimento negro; Lélia Gonzalez, intelectual fundamental para a compreensão do racismo à brasileira; e pensadores contemporâneos como Muniz Sodré e Silvio Almeida, que ampliaram o debate sobre comunicação, poder, democracia e racismo estrutural. Foi Silvio Almeida quem ressaltou, em sua obra clássica, que “o racismo estrutura as relações sociais no Brasil”, explicando que a desigualdade racial não é um acidente, mas um modo de funcionamento da sociedade.
Os dados confirmam essa realidade. Segundo o Censo 2022 do IBGE, pessoas negras (pretas e pardas) representam 56% da população brasileira. Em Guarujá, elas também constituem a maior parte dos habitantes, compondo um cenário que exige políticas públicas comprometidas com igualdade material, acesso a direitos e combate às discriminações persistentes. No trabalho, na renda, no acesso à educação e à saúde, as desigualdades ainda são profundas — razão pela qual o mês de novembro se tornou tão central para o debate público.
A pauta ganhou ainda mais relevância diante de condenações recentes do Brasil pela Corte Interamericana de Direitos Humanos relacionadas a violações com recorte racial. Um dos casos mais emblemáticos é o da Chacina do Borel (2024), em que a Corte responsabilizou o Estado brasileiro pela morte de jovens negros, reforçando a necessidade de enfrentar a violência racial institucional. Em decisões como essa, a Corte reafirma que o racismo é incompatível com a democracia e que os Estados devem adotar medidas efetivas de prevenção, reparação e transformação estrutural.
O debate também dialoga com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, especialmente o ODS 10 (Redução das Desigualdades) e o ODS 16 (Paz, Justiça e Instituições Eficazes), que defendem a construção de sociedades mais inclusivas, igualitárias e baseadas no respeito aos direitos humanos. Falar de consciência negra é, portanto, falar do compromisso internacional assumido pelo Brasil de enfrentar desigualdades históricas e construir instituições mais justas — incluindo instituições públicas municipais e previdenciárias.
No âmbito do serviço público, o tema também se conecta à necessidade de garantir igualdade de oportunidades, ambientes de trabalho seguros, respeito à diversidade e promoção de políticas antidiscriminatórias, condutas alinhadas aos valores constitucionais e aos tratados internacionais de direitos humanos dos quais o Brasil é parte. A administração pública tem papel relevante na formação de uma cultura institucional antirracista e no fortalecimento de práticas inclusivas em todos os níveis.
O Dia da Consciência Negra não é apenas uma data comemorativa: é um chamado à responsabilidade coletiva. Resgatar a história, reconhecer as contribuições da população negra, enfrentar o racismo estrutural e promover igualdade de fato são compromissos indispensáveis para uma sociedade democrática. Novembro é mês de memória, luta e afirmação — mas o compromisso com a igualdade precisa durar o ano inteiro.
Uma comitiva da GuarujáPrev, autarquia responsável pela previdência social dos servidores públicos municipais de Guarujá, participa nesta semana do 24º Congresso Nacional de Previdências da Associação Nacional de Entidades de Previdência dos Estados e Municípios – ANEPREM, em Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul.
O evento termina nesta quinta-feira (19) e tem o objetivo de fortalecer o futuro da previdência no Brasil, promovendo o intercâmbio entre gestores do setor de RPPS, com uma ampla programação de cursos e oficinas técnicas.
A ANEPREM é uma entidade sem fins lucrativos que tem como objetivo ampliar, promover a interação, fortalecer e desenvolver a capacidade administrativa e técnica dos Regimes Próprios de Previdência Municipais e Estaduais em todo o País. A GuarujáPrev possui um assento no conselho da entidade, por meio de seu diretor presidente Edler Antonio da Silva, que também participa do encontro.
Boas Práticas – Na quarta-feira (18), a GuarujáPrev recebeu placa de reconhecimento pelas boas práticas previdenciárias. O RPPS ficou em 6º lugar dentre 16 participantes, empatada com o RPPS de Barueri. Foram analisados pelos jurados da premiação diversos itens que comprovassem as práticas constantes de transparência e ética, como realizações de audiências públicas, educação previdenciária constante, avaliação atuarial, entre outros.
A GuarujáPrev tem participado constantemente da premiação, obtendo reconhecimentos e premiações frequentes à sua excelência na gestão previdenciária.
“Estamos levando mais um troféu para Guarujá, algo que muito nos honra. Somos cada vez mais referência em todo o País em gestão previdenciária, resultado do trabalho de todos os nossos servidores, técnicos, conselheiros e gestores, com o apoio fundamental Prefeito Farid Madi e dos vereadores de Guarujá”, afirma Edler.

Comitiva da GuarujáPrev. Ao centro, o presidente da ANEPREM, Adilson Carlos. 
por Jeferson Peres
O câncer de próstata é o tipo de tumor maligno mais frequente entre os homens brasileiros (excluindo câncer de pele) e causa uma média de 48 mortes por dia no país. Em 2024, foram 17.587 óbitos pela doença – um aumento de 21% na última década. Apesar dos números alarmantes, especialistas ressaltam que mais de 90% dos casos são curáveis quando diagnosticados precocemente. A campanha Novembro Azul busca justamente conscientizar a população masculina sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce, quebrando tabus que ainda fazem muitos homens evitarem os exames de rotina.
Números e desafios no Brasil
De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), serão registrados cerca de 71,7 mil novos casos de câncer de próstata em 2025. Isso consolida a doença como um dos principais tipos de câncer entre os homens, atrás apenas dos tumores de pele não-melanoma. A mortalidade também segue alta, mas parte do aumento nas estatísticas reflete avanços na detecção: com o envelhecimento populacional e a ampliação do acesso a exames como o PSA e biópsias, mais casos antes despercebidos agora estão sendo diagnosticados. “Hoje há mais capacidade de detectar e registrar casos que antes passavam despercebidos. Não se trata de um aumento real do risco, mas de uma melhoria na vigilância”, explica Roberto Gil, diretor-geral do Inca.
Um dado positivo é que cresce a procura de homens mais jovens por atendimento. Entre 2020 e 2024, o número de procedimentos relacionados ao câncer de próstata em pacientes de até 49 anos aumentou 32% no SUS, passando de 2,5 mil para 3,3 mil atendimentos. “Esse aumento mostra que os homens estão chegando antes, o que é positivo. Mais exames e mais diagnósticos significam mais chances de cura”, explica o urologista Rafael Ambar, do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE). Ainda assim, a maioria dos casos novos ocorre em faixas etárias mais altas – em 2024 foram cerca de 250 mil atendimentos entre homens acima de 50 anos. O desafio é ampliar essa conscientização para todos os grupos e regiões: especialistas apontam que em áreas com menos acesso a urologistas e exames de PSA/ressonância, muitos homens ainda enfrentam dificuldade para diagnóstico e tratamento oportuno.
Quebrar tabus para diagnóstico precoce
Boa parte das mortes por câncer de próstata poderiam ser evitadas com acompanhamento médico regular. Porém, questões culturais e emocionais fazem muitos homens negligenciarem os cuidados. Segundo o Ministério da Saúde, 3 em cada 10 homens não têm o hábito de ir ao médico regularmente, e mais da metade só busca ajuda quando os sintomas já estão em estágio avançado. “A resistência masculina ao autocuidado é fruto de um modelo de masculinidade que valoriza a força e o silêncio. Muitos acreditam que admitir dor é demonstrar vulnerabilidade”, observa o urologista Wagner Kono, do Hospital Israelita Albert Einstein. Esse comportamento leva os homens a chegarem tardiamente aos serviços de saúde, frequentemente com doenças em fases avançadas. Como resultado, os homens brasileiros vivem em média 7 anos a menos que as mulheres, morrendo mais por doenças evitáveis e condições que poderiam ser tratadas precocemente.
No caso do câncer de próstata, o perigo da demora é grande porque em estágio inicial a doença costuma não apresentar sintomas. “O câncer de próstata é silencioso. Quando dá sintomas, geralmente já está em estágio avançado”, alerta o Dr. Luiz Otávio Torres, presidente da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). Entre os sinais de alerta possíveis, quando o tumor já evoluiu, estão dificuldade ou dor ao urinar, jato urinário fraco, sangue na urina ou no sêmen, dores ósseas e sensação de esvaziamento incompleto da bexiga. Esperar por sintomas para então procurar ajuda pode ser fatal: “Quando o homem espera sentir algo para procurar ajuda, pode ser tarde demais”, reforça o urologista Wagner Kono. Por isso, quebrar o tabu em torno do exame de toque retal e do cuidado preventivo é fundamental. “Prevenção não é desconforto, é cuidado. E o toque salva vidas”, enfatiza Kono, desmistificando o exame físico da próstata.
Os fatores de risco para o câncer de próstata incluem principalmente a idade (risco aumenta significativamente após os 50 anos), o histórico familiar (pai ou irmãos com câncer de próstata elevam o risco) e a raça (homens negros têm maior predisposição). Há também influência do estilo de vida: obesidade, sedentarismo e dieta rica em gorduras animais estão associados a maior chance de desenvolver a doença. Diante disso, a SBU recomenda que todos os homens a partir dos 50 anos realizem exames de rastreamento anuais – Antígeno Prostático Específico (PSA, exame de sangue) e toque retal –, e mais cedo, aos 45 anos, para aqueles que se encaixam em grupos de risco (família com câncer de próstata, obesidade ou ascendência africana). Alguns especialistas sugerem iniciar até aos 40 anos quando há múltiplos fatores de risco envolvidos. Em caso de suspeita nos exames iniciais, podem ser feitos exames complementares, como ressonância magnética da próstata, e somente a biópsia pode confirmar com certeza a presença de um tumor maligno.
Para vencer as barreiras de preconceito, informação e diálogo aberto são as principais armas. “O homem que se cuida não é menos forte; ele é mais consciente. Cuidar da saúde é um ato de amor-próprio e também de amor por quem está ao redor”, destaca Kono, ressaltando que buscar o médico regularmente deve ser visto como ato de proteção e coragem, não de vergonha. Muitos homens só tomam essa iniciativa incentivados por esposas, companheiras ou familiares – por isso, campanhas como o Novembro Azul são essenciais para difundir conhecimento e mudar mentalidades ao longo do ano todo, desde escolas até ambientes de trabalho.
Avanços no tratamento e chances de cura
A boa notícia é que, detectado no início, o câncer de próstata tem altíssimas chances de cura – acima de 90% dos casos podem ser tratados com sucesso . “Quando o câncer de próstata é diagnosticado precocemente, as chances de cura ultrapassam 90%, com tratamentos menos agressivos e bons resultados funcionais”, explica o urologista Dr. Mauro Borges, do Centro Médico São Francisco Nos casos iniciais, as principais opções de tratamento incluem a cirurgia de remoção da próstata (prostatectomia radical) ou a radioterapia, ambas com altos índices de sucesso. Em tumores de baixíssimo risco, pode-se optar pela vigilância ativa, monitorando o paciente de perto sem intervenção imediata.
Para doenças localizadas em estágio inicial, os tratamentos atuais têm se tornado cada vez menos invasivos e mais eficazes. Nos últimos anos houve uma “explosão de novas tecnologias” na área, destaca o urologista Andrei Centeno, do Hospital São Lucas (PUCRS). A cirurgia robótica, por exemplo, vem revolucionando a urologia ao permitir procedimentos muito precisos. Nessa técnica, o cirurgião controla braços robóticos com auxílio de câmera 3D, o que elimina tremores e amplia a visão em até 20 vezes, possibilitando movimentos mais delicados. Com isso, torna-se viável preservar estruturas nobres próximas à próstata (responsáveis por continência urinária e função erétil), aumentando a chance de o paciente manter qualidade de vida após a operação. A cirurgia robótica foi recentemente incorporada ao SUS e deve expandir esse benefício a mais pacientes no Brasil.
Mesmo para casos mais avançados, os avanços médicos trazem esperança. Novos medicamentos hormonais e quimioterápicos de última geração ajudam a controlar o câncer metastático, prolongando a sobrevida com boa qualidade de vida. “Felizmente esses estudos são cada vez mais frequentes e mostram que mesmo o paciente com doença espalhada consegue viver muitos anos e com qualidade, algo que há 10 anos não acontecia”, reforça o Dr. Centeno. Em suma, o panorama do câncer de próstata vem melhorando graças tanto à prevenção – com diagnóstico precoce e conscientização – quanto aos progressos no tratamento. Porém, a mensagem unânime dos profissionais de saúde é clara: “rastrear cedo continua sendo a principal arma contra a doença”. Ou seja, vencer o medo e o preconceito para realizar os exames periódicos ainda é o passo mais importante para salvar vidas e reduzir significativamente as mortes por câncer de próstata.

A Guarujá Previdência, Unidade Gestora do RPPS – Regime Próprio de Previdência Social de Guarujá, situada na Avenida Adhemar de Barros, nº 230, cj 03 – Santo Antônio, Guarujá/SP, torna público a quem possa interessar que estará fechada para atendimento ao público nos dias 23 e 24 de outubro de 2025, quinta-feira e sexta-feira, por todo o período, em virtude da realização da Oficina Técnica da ANEPREM e Ministério da Previdência Social, CRP – Regularização e Renovação, Parcelamento Especial e outras Mudanças da EC 136/2025, com a participação de Conselheiros e Servidores da Autarquia, da Câmara Municipal e da Prefeitura de Guarujá, que ocorrerá no SINDSERV – Sindicato dos Funcionários Públicos da Prefeitura Municipal de Guarujá, e, em virtude do ponto facultativo de 27/10/2025 – segunda-feira, alusivo ao Dia do Funcionário Público, retornará para as suas atividades habituais na data de 28/10/2025 – terça-feira.
Guarujá, 20 de outubro de 2025.
Atenciosamente,
Edler Antonio da Silva
Diretor Presidente – GuarujáPrev
21 out 2025
GuarujáPrev fica entre os destaques do 16º Prêmio Nacional de Boas Práticas Previdenciárias
Autarquia responsável pelo regime de previdência social dos servidores públicos municipais de Guarujá ficou em 6º lugar dentre os 16 RPPS de grande porte participantes
A GuarujáPrev, autarquia responsável pelo regime de previdência social dos servidores públicos municipais de Guarujá, ficou entre os principais RPPS do País de grande porte no 16º Prêmio Nacional de Boas Práticas Previdenciárias, considerado o “Oscar da Previdência” no Brasil.
A iniciativa, promovida pela Associação Nacional de Entidades de Previdência dos Estados e Municípios – ANEPREM, tem por objetivo estimular, reconhecer e premiar as Unidades Gestoras de RPPS, bem como os representantes legais dos Entes Federativos, que desenvolveram boas práticas de gestão previdenciária.
Na categoria em que disputou, a GuarujáPrev ficou em 6º lugar dentre 16 participantes, empatada com o RPPS de Barueri. Foram analisados pelos jurados da premiação diversos itens que comprovassem as práticas constantes de transparência e ética, como realizações de audiências públicas, educação previdenciária constante, avaliação atuarial, entre outros.
A GuarujáPrev tem participado constantemente da premiação, obtendo reconhecimentos e premiações frequentes à sua excelência na gestão previdenciária. “Com muito esforço e trabalho de nossos servidores, segurados, gestores, conselheiros e diretores, colocamos Guarujá como referência de RPPS no Brasil. Vamos em frente, aprimorando e buscando a excelência na gestão”, diz Edler Antonio da Silva, diretor presidente da GuarujáPrev.
O servidor Diego Gama de Nazaré, Analista Previdenciário Atuário da GuarujáPrev, autarquia responsável pela previdência social dos servidores públicos municipais de Guarujá, realizou recentemente visitas técnicas a dois institutos de previdência no Rio Grande do Sul.
Diego esteve no Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul (IPE Prev) e no Departamento Municipal de Previdência dos Servidores Públicos do Município de Porto Alegre (Previmpa). Ambos os institutos contam com atuários em seu quadro efetivo de servidores há mais de 10 anos, e o especialista guarujaense foi conhecer a rotina de trabalho, práticas e projetos das duas entidades gaúchas.
De acordo com Diego, foi uma importante oportunidade de troca de experiências e aprimoramento dos conceitos atuariais. “Agradeço a acolhida dos colegas no Rio Grande do Sul. Pude aprofundar conhecimentos e trocar informações sobre conceitos como Avaliação Atuarial, Teste de Aderência de Hipóteses, Pró-gestão, entre outros, sempre buscando a aprimoração na gestão atuarial na GuarujáPrev”, completa.
O diretor presidente da GuarujáPrev, Edler Antonio da Silva, destaca que o intercâmbio de experiências é fundamental para a evolução dos RPPS em todo o País. “Somos referência nacional no setor previdenciário, mas estamos sempre atentos às melhores práticas. Por isso é muito importante ouvir nossos colegas de outras regiões, aprofundar nossos conhecimentos e nos preparar para os novos desafios administrativos e atuariais para análises e decisões críticas e assertivas. Esse compromisso com a excelência é o que garante a solidez e segurança do nosso RPPS”.
07 out 2025
Outubro Rosa destaca prevenção ao câncer de mama; campanha mobiliza servidoras e servidores em Guarujá
Iniciativa mundial reforça informação, acesso a exames e acolhimento; Guarujá Previdência, autarquia responsável pela previdência social dos servidores públicos municipais de Guarujá, orienta sobre direitos e cuidados na rede pública.

Outubro marca, em todo o país, a mobilização pelo diagnóstico precoce do câncer de mama. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) lembra que a doença é a que mais acomete mulheres — desconsiderando os tumores de pele não melanoma — e segue entre as principais causas de morte por câncer na população feminina. A campanha “Outubro Rosa” tem como foco informar, reduzir barreiras de acesso a exames e promover apoio às pacientes e suas famílias.
Pelo protocolo do Ministério da Saúde, o rastreamento por mamografia é recomendado a cada dois anos para mulheres de 50 a 69 anos, além da avaliação clínica sempre que houver sinais e sintomas em qualquer idade ou quando indicado por risco aumentado. As orientações oficiais são o balizador para a rede pública e privada, e integram as rotinas do Sistema Único de Saúde.
No município, a Guarujá Previdência — autarquia responsável pela previdência social dos servidores públicos municipais de Guarujá — reforça que prevenção e informação também são parte do cuidado previdenciário: preservar a saúde hoje é essencial para uma velhice mais segura amanhã. Para servidoras e servidores, a recomendação é procurar a unidade de saúde de referência para atualização do cartão SUS, avaliação de risco e agendamento de exames quando indicados. O INCA destaca que conscientização e acesso organizado aos serviços aumentam as chances de detecção em estágios iniciais, quando o tratamento tende a ser menos invasivo e mais efetivo.
O impacto do câncer de mama não é apenas físico; há efeitos emocionais que exigem acolhimento e suporte. Quem estiver em sofrimento pode buscar apoio na própria rede de saúde e, a qualquer hora, no Centro de Valorização da Vida (CVV), serviço nacional e gratuito pelo telefone 188, chat e e-mail.
Ao longo do mês, diferentes instituições costumam aderir à campanha com ações educativas e solidárias — de rodas de conversa a doação de cabelos para confecção de perucas oncológicas, como já realizado por órgãos públicos em São Paulo. Essas iniciativas ajudam a ampliar debate, derrubar estigmas e lembrar que prevenção e cuidado começam pela informação de qualidade.

Dias depois de a cidade realizar sua 1ª Conferência Municipal de Direitos Humanos (que reuniu 105 participantes, aprovou 18 propostas e elegeu 18 delegados), a Guarujá Previdência, a autarquia responsável pela previdência social dos servidores públicos municipais de Guarujá, reforça um ponto essencial: a proteção previdenciária integra o núcleo duro dos direitos humanos e é condição prática para uma velhice digna dos servidores e de suas famílias.
A Constituição de 1988 reconhece a previdência como direito social e organiza a seguridade para garantir amparo nas fases e contingências da vida. Em linguagem simples: aposentadorias e pensões não são favores — são prestações devidas pelo Estado para que a dignidade da pessoa humana não se perca justamente quando mais precisa de proteção. A literatura jurídica recente vai na mesma direção ao tratar a previdência social como direito fundamental e, inclusive, como expressão dos direitos da personalidade, isto é, um desdobramento da dignidade que acompanha cada pessoa durante todo o ciclo de vida.
Esse entendimento tem consequências práticas: ele impõe deveres concretos ao poder público (planejamento atuarial, governança, transparência, cobrança de contribuições devidas e educação previdenciária contínua) para que o benefício chegue com regularidade e valor adequado. A dignidade da pessoa humana, alçada pela Constituição a valor supremo do Estado Democrático de Direito, funciona aqui como vetor que orienta políticas e decisões na previdência, conectando inclusão social, mínimo existencial e combate às desigualdades.
No plano internacional, o Brasil assumiu compromissos claros: a Declaração Universal dos Direitos Humanos (arts. 22 e 25) e o Pacto Internacional de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (art. 9) tratam do direito à segurança social; a Convenção Americana de Direitos Humanos e sua agenda social reforçam o dever de proteção contra a vulnerabilidade na velhice. Em termos locais, isso se traduz no cotidiano: atender bem, orientar com precisão, manter cadastro atualizado, assegurar o fluxo financeiro e decidir com base em critérios técnicos são etapas do mesmo caminho — garantir que cada servidor municipal envelheça com dignidade.
A Conferência de Direitos Humanos recolocou a pauta no centro da cidade. A Guarujá Previdência, por sua vez, leva esse compromisso para o dia a dia: ao reconhecer que previdência é direito humano, a autarquia reafirma seu papel institucional — proteger quem dedicou anos de trabalho ao serviço público e assegurar que o direito à aposentadoria não seja apenas um texto na lei, mas um direito vivo, sustentado por gestão responsável e respeito à dignidade de cada pessoa.
GuarujáPrev: Cuidando de quem cuida de Guarujá.
O mês de Setembro foi repleto de datas importantes para a reflexão sobre o trabalho, a cidadania e os direitos previdenciários. Confira:
1º de Setembro: Dia Nacional do Profissional de Educação Física
Reconhecimento aos especialistas que promovem saúde, movimento e bem-estar nas escolas, centros esportivos e na vida da população de Guarujá
O Primeiro de setembro marca, no Brasil, a celebração do Dia Nacional do Profissional de Educação Física, data instituída em memória da entrada em vigor da Lei Federal nº?9.696/1998, que regulamentou oficialmente a profissão e criou o Conselho Federal de Educação Física (CONFEF) e os Conselhos Regionais (CREFs) em todo o país .
Essa profissão abrange uma variedade de atuações, incluindo professores de educação física licenciados, bacharéis, personal trainers, preparadores físicos, técnicos esportivos, cinesiologistas e monitores de atividades corporais . Sua formação exige conhecimento em anatomia, fisiologia, psicologia do desenvolvimento, comportamento motor, pedagogia e modalidades esportivas .
Na municipalidade, esses profissionais tornam-se ainda mais relevantes ao contribuírem com a vitalidade e qualidade de vida dos cidadãos. Eles atuam em múltiplos espaços:
Escolas municipais, junto à Secretaria de Educação, incentivando a prática esportiva e o desenvolvimento integral dos estudantes. Centros esportivos públicos, vinculados à Secretaria de Esportes, planejando e supervisionando atividades físicas, funcionando como verdadeiros agentes de saúde preventiva e promoção do bem-estar, entre outros.
Sua atuação contribui não só para a saúde física, mas também para a saúde mental – um valor ainda mais destacado hoje, no centro das discussões sobre bem-estar coletivo.
O CONFEF, criado pela lei de 1998, é a autarquia federal responsável pela orientação, fiscalização e ética da profissão, com atuação direta em todo o país por meio dos CREFs estaduais .
Esses conselhos são orientados por importantes documentos, como a Carta Brasileira de Educação Física, o Código de Ética profissional e o Documento de Intervenção do Profissional, que garantem que as práticas estejam alinhadas com critérios técnicos e éticos bem definidos.
Setembro Verde: Mês da Inclusão e da Cidadania da Pessoa com Deficiência
Campanha nacional chama atenção para o respeito, a acessibilidade e os direitos garantidos na Constituição e nas leis locais
Setembro é mais que o mês da primavera. No calendário das campanhas de conscientização, ele floresce também como símbolo da inclusão. O Setembro Verde foi criado para promover o direito à cidadania plena das pessoas com deficiência, com foco na inclusão social, no combate ao preconceito e na valorização das diferenças. A campanha é promovida por diversas entidades, como a OAB Nacional, a Federação das APAEs, o Poder Público e organizações da sociedade civil.
O “verde” da campanha representa a esperança de uma sociedade mais justa, inclusiva e acessível. O foco do Setembro Verde é, sem dúvida, a promoção da inclusão das pessoas com deficiência nos espaços sociais, educacionais, culturais e profissionais.
O direito à acessibilidade, à igualdade de oportunidades e à inclusão plena das pessoas com deficiência está inscrito na Constituição Federal de 1988 e em diversos compromissos internacionais assumidos pelo Brasil.
Em 2008, o país ratificou a Convenção Internacional sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência, aprovada com o quórum qualificado previsto no artigo 5º, §3º da Constituição, o que lhe confere status de emenda constitucional. Desde então, esse tratado integra o bloco de constitucionalidade brasileiro, devendo ser aplicado por todos os entes da federação.
A Convenção define que a deficiência decorre da interação entre impedimentos de longo prazo e barreiras sociais ou ambientais, que impedem ou dificultam a participação plena da pessoa na sociedade em igualdade de condições com as demais.
Legislação municipal de Guarujá assegura aposentadoria diferenciada para servidores com deficiência
No município de Guarujá, a Lei Complementar nº 179/2015, em seu artigo 200-A, garante regras especiais para a aposentadoria voluntária de servidores com deficiência, com critérios diferenciados de idade e tempo de contribuição, conforme o grau da deficiência (leve, moderada ou grave).
A legislação prevê também avaliação biopsicossocial por equipe multidisciplinar e estabelece critérios para o cálculo dos proventos. Trata-se de um avanço na efetivação do direito à previdência para pessoas com deficiência no serviço público municipal, respeitando as particularidades e promovendo justiça social.
A inclusão como dever do Estado e da sociedade
Diversas instituições vêm promovendo ações durante o mês de setembro para estimular a reflexão sobre barreiras físicas, comunicacionais, tecnológicas e atitudinais que ainda dificultam o pleno exercício da cidadania. Como destaca o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Judiciário tem papel fundamental na aplicação das normas de proteção e no julgamento com perspectiva de direitos humanos e inclusão.
Além disso, a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência) — Lei nº 13.146/2015 — fortaleceu o arcabouço jurídico ao garantir, entre outros direitos, o acesso à educação, saúde, trabalho, cultura e transporte.
Setembro é verde, mas o compromisso é permanente
Mais do que uma campanha anual, o Setembro Verde nos lembra que o respeito à dignidade humana, à autonomia e à igualdade de oportunidades das pessoas com deficiência deve ser um compromisso permanente. Como afirma a Convenção Internacional da ONU, a deficiência não está na pessoa, mas nas barreiras que a sociedade impõe.
Que esse mês nos inspire a construir pontes, eliminar muros e cultivar acessos — todos os meses do ano.
8 de Setembro de 2025 — Dia Mundial da Alfabetização
Alfabetização: o início da cidadania e da autonomia
Em 8 de setembro, celebramos o Dia Mundial da Alfabetização, instituído pela UNESCO em 1966 e comemorado pela primeira vez em 1967. A data foi escolhida para lembrar ao mundo que a alfabetização é um direito humano fundamental, base de dignidade e pilar imprescindível para sociedades justas e pacíficas .
O tema deste ano, “Promoting Literacy in the Digital Era” (Promovendo a alfabetização na era digital), reforça a urgência de adaptar as estratégias educativas ao mundo atual, que exige cada vez mais habilidades digitais . Trata-se de um chamado global para desenvolver ecossistemas de aprendizagem eficazes que unam educação tradicional e tecnológica — e para reconhecer a alfabetização como meio de empoderamento e transformação social .
Para os servidores da Prefeitura do Guarujá e da Guarujá Previdência, este dia é uma importante oportunidade para valorizar os profissionais que atuam na alfabetização municipal, especialmente os professores de Educação Básica I (PEB I). São eles que introduzem as crianças ao mundo da leitura, da escrita e do pensamento crítico — ações indispensáveis para a construção da autonomia e da cidadania.
A alfabetização significa muito mais do que ensinar a decifrar palavras; é construir liberdade. Permite que o indivíduo compreenda o mundo ao seu redor, opine, faça escolhas informadas e exerça seus direitos. Como lembra Paulo Freire, alfabetizar é um ato político que permite ao cidadão ler não apenas a palavra, mas o mundo.
No 8 de setembro, a Guarujá Previdência reforça seu compromisso com a educação e com os alfabetizadores que, todos os dias, contribuem para formar crianças mais preparadas para o futuro. Investir na alfabetização é investir em uma sociedade mais inclusiva, participativa e democrática.
9 de Setembro de 2025 — Dia do Administrador
Reconhecimento aos gestores que fortalecem a estrutura pública na Guarujá Previdência e nos órgãos municipais
Hoje, 9 de setembro, celebramos o Dia do Administrador, data que marca a sanção em 1965 da Lei nº 4.769, a qual regulamentou a profissão de administrador no Brasil, estabelecendo a necessidade de diploma e registro legal para o exercício da carreira . Essa data foi formalmente incorporada ao calendário das comemorações profissionais por meio da Resolução CFA nº 65/68 .
Este ano, o Senado Federal realizou uma sessão especial em homenagem à data, destacando a importância dos administradores para o desenvolvimento de organizações públicas e privadas. O senador autor da homenagem, Izalci Lucas, ressaltou que a administração não serve apenas às empresas, mas também ensina cada indivíduo a “administrar a própria vida” .
Para os servidores da Guarujá Previdência, esse dia é um lembrete da relevância do trabalho desempenhado pelos administradores públicos municipais, que atuam na autarquia, na Prefeitura e na Câmara. São esses profissionais que planejam, organizam, controlam recursos humanos, financeiros e materiais, além de liderar processos estratégicos essenciais para assegurar a sustentabilidade do RPPS (Regime Próprio de Previdência Social) e a proteger os direitos previdenciários dos servidores municipais.
A coordenação do curso de Administração da FECAP enfatiza a necessidade do aprimoramento contínuo na carreira, alertando para que o administrador esteja sempre em processo de “lifelong learning” (aprendizado ao longo da vida), já que as demandas do mercado mudam rapidamente . Isso reflete diretamente no setor público: os desafios econômicos, tecnológicos e sociais — como a adoção de práticas ESG (ambientais, sociais e de governança) e o contexto geopolítico — exigem gestores públicos atualizados, flexíveis e comprometidos com resultados coletivo e estratégico.
10 de setembro: Dia Mundial de Prevenção do Suicídio
No serviço público, prevenção passa por enfrentar o assédio e organizar o trabalho com segurança psicológica
A Guarujá Previdência, autarquia responsável pela previdência social dos servidores públicos municipais de Guarujá, marca o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio lembrando que a agenda de saúde mental no trabalho inclui, de maneira central, a prevenção e o enfrentamento do assédio moral e de práticas organizacionais que ferem a dignidade. Evidências reunidas em estudos acadêmicos mostram que a violência psicológica — reiterada ou estrutural — está associada a maior adoecimento e a comportamentos autolesivos, especialmente quando há desequilíbrios de poder e ausência de canais efetivos de apoio e denúncia.
No contexto do serviço público, pesquisadoras e pesquisadores ressaltam que o assédio pode ser exercido tanto por indivíduos (chefias ou colegas) quanto “organizacionalmente”, isto é, por regras e rotinas que naturalizam humilhações, metas inatingíveis ou o isolamento do servidor. Esse desenho aumenta a vulnerabilidade psíquica e, sem resposta institucional, amplia o risco de desfechos graves.
O debate não se limita à responsabilização individual: políticas de integridade e governança pública também são apontadas como parte da prevenção. Documentos sobre integridade e conduta de gestores públicos sublinham que ambientes previsíveis, com regras claras, supervisão e canais acessíveis, reduzem a assimetria de poder, inibem práticas abusivas e favorecem o cuidado precoce em saúde mental.
Este ano, o Brasil oficializou por lei a campanha Setembro Amarelo e as datas de 10/9 (Dia Nacional de Prevenção do Suicídio) e 17/9 (Dia Nacional de Prevenção da Automutilação), confirmando a responsabilidade do poder público em promover ações educativas e de acolhimento. A Lei 15.199/2025 foi sancionada e publicada no Diário Oficial, prevendo mobilizações anuais em todo o país. ?
No dia a dia, a orientação é direta: acolher sem julgamento, abrir espaço para a escuta e acionar suporte especializado quando necessário. Estudos lembram que a prevenção eficaz combina fatores de proteção (rede de apoio, sentido no trabalho, acesso a cuidado) com mecanismos institucionais de proteção à dignidade: prevenção de assédio, canais de denúncia que funcionem, investigação célere e correção de rotinas que adoeçam.
A Guarujá Previdência seguirá tratando a saúde mental como pauta de serviço público, com respeito à legislação e às melhores evidências: prevenir o assédio, organizar o trabalho com segurança psicológica e garantir portas de entrada para apoio são medidas que salvam vidas.
Onde buscar ajuda — Em situações de crise, procure atendimento médico imediato. Também há apoio emocional gratuito e sigiloso 24h pelo telefone 188 (CVV) e por chat no site do CVV. (Informações públicas da campanha Setembro Amarelo e do CVV.)
Dia Internacional da Democracia: proteção previdenciária e envelhecimento digno também medem a força do regime democrático
Em 15/9 a Guarujá Previdência, autarquia responsável pela previdência social dos servidores públicos municipais de Guarujá, lembra que não há democracia sólida sem direitos previdenciários efetivos e sem a garantia de uma velhice digna.
Democracia não é só voto. É vida cotidiana com direitos assegurados — inclusive no fim da carreira, quando a proteção social se torna mais necessária. No Brasil, a Constituição de 1988 erige a dignidade da pessoa humana e os valores sociais do trabalho como fundamentos do Estado (art. 1º, III e IV). Entre os direitos sociais (art. 6º), está a previdência social, e o sistema de seguridade (arts. 194 a 204) organiza-se para reduzir desigualdades e dar amparo a quem contribuiu ao longo de décadas de serviço. Em termos internacionais, a Declaração Universal dos Direitos Humanos reconhece o direito à segurança social e a um padrão de vida adequado (arts. 22 e 25); o Pacto Internacional de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais prevê o direito à previdência (art. 9º); o Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos reforça liberdades que sustentam a participação social; e, no âmbito regional, a Convenção Americana de Direitos Humanos — em diálogo com seu Protocolo de San Salvador — integra a proteção ao trabalho e à segurança social como pilares de cidadania material.
Nesse quadro, a atuação previdenciária junto ao servidor público é parte da arquitetura democrática: reconhecer o tempo de contribuição, informar regras de aposentadoria, assegurar pensões, manter cadastros atualizados e oferecer orientação qualificada são tarefas que dão conteúdo real ao princípio da dignidade. Quando o direito a se aposentar com previsibilidade e a receber o benefício com regularidade é respeitado, o servidor mantém autonomia econômica, preserva seu projeto de vida e segue exercendo sua cidadania.
A experiência local reforça a ideia. Ao longo do ano, a Guarujá Previdência conduz rotinas de atendimento, recadastramento anual (prova de vida) e ações de educação previdenciária, além de orientar sobre contagem recíproca e regras de transição. São procedimentos técnicos, mas com impacto concreto: diminuem a incerteza, previnem riscos sociais e sustentam o planejamento familiar de quem serviu ao município. Em um regime democrático, a previsibilidade do direito importa tanto quanto o direito em si.
A Agenda 2030 das Nações Unidas também oferece um mapa: ODS 1 (erradicação da pobreza), ODS 3 (saúde e bem-estar), ODS 10 (redução das desigualdades) e ODS 16 (instituições eficazes) convergem para a mesma conclusão — políticas previdenciárias transparentes, acessíveis e estáveis fortalecem a democracia porque protegem as pessoas quando elas mais precisam.
No Dia Internacional da Democracia, a mensagem é direta: democracia se mede, também, pela forma como tratamos quem envelhece após uma vida de trabalho. Garantir aposentadorias justas e informação clara aos servidores públicos municipais é uma forma concreta de defender o Estado de Direito no cotidiano.
Dia do Profissional de Contabilidade: profissionais que dão precisão às contas do RPPS em Guarujá
Neste 22 de setembro, a Guarujá Previdência, autarquia responsável pela previdência social dos servidores públicos municipais de Guarujá, destaca o papel dos contadores e demais profissionais de contabilidade de carreira na Prefeitura, na Câmara Municipal e na própria autarquia.
A data lembra a criação, em 22 de setembro de 1945, do primeiro curso superior de Ciências Contábeis e Atuariais no Brasil (Decreto-Lei nº 7.988/1945) — marco que consolidou a formação universitária da área e, desde então, referencia a celebração do “Dia do Contador”. No serviço público municipal, esses profissionais assumem funções decisivas para as contas públicas e também para a saúde do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS): registram e conferem contribuições de servidores e do ente patronal, conciliam receitas e despesas previdenciárias, acompanham repasses, parcelamentos e aplicações financeiras, preparam demonstrativos exigidos pelos órgãos de controle e subsidiam as deliberações dos Conselhos Fiscal e de Administração.
Na rotina da Guarujá Previdência, a contabilidade pública transforma números em informação confiável: alimenta avaliações atuariais, dá lastro a prestações de contas, orienta o planejamento orçamentário e ajuda a calcular corretamente aposentadorias e pensões. O trabalho também sustenta a transparência — relatórios periódicos e dados padronizados permitem o acompanhamento social dos recursos, como exige a legislação.
Vale lembrar que, além de servirem à política previdenciária do município, os contadores que atuam na administração direta, no Legislativo e na autarquia são, eles próprios, segurados do RPPS. A data, portanto, também reconhece a responsabilidade de quem lida diariamente com o equilíbrio das contas públicas que garantem direitos no presente e no futuro.
Nesta segunda-feira de homenagem, fica o registro: contabilidade pública sólida não aparece nas manchetes do dia a dia, mas é condição de possibilidade para um RPPS confiável, capaz de honrar compromissos com quem dedicou a carreira ao serviço municipal.




Atendimento Whatsapp
Guarujá Previdência no Facebook