A Guarujá Previdência reafirmou, mais uma vez, seu papel como gestora técnica e estratégica dos recursos previdenciários ao conduzir, no dia 16 de março, a 3ª reunião ordinária de 2026 do Comitê de Investimentos. No encontro, a autarquia coordenou análises do cenário macroeconômico, avaliou o desempenho da carteira e definiu ajustes de alocação alinhados às metas atuariais e às diretrizes do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS).

Logo na abertura, a Guarujá Previdência promoveu o debate qualificado sobre o cenário econômico internacional e nacional, com base em relatório técnico da consultoria LDB. Foram avaliados fatores como a maior volatilidade dos mercados globais, as incertezas geopolíticas, a dinâmica dos preços das commodities e seus reflexos sobre a política monetária internacional. No contexto brasileiro, a análise destacou um ambiente de transição, com sinais de moderação da atividade econômica combinados a um mercado de trabalho ainda resiliente, cenário que exige atenção e decisões equilibradas na condução dos investimentos.

No acompanhamento da carteira, a Guarujá Previdência apresentou desempenho positivo em fevereiro, com rentabilidade estimada de 0,52%, refletindo um mês marcado por oscilações nos mercados internacionais. No acumulado do ano até o período, a rentabilidade alcançou 1,64%, permanecendo em trajetória compatível com o planejamento atuarial e com a estratégia de proteção do patrimônio previdenciário no longo prazo. A gestão destacou que movimentos de curto prazo são esperados em ambientes de maior volatilidade e reforçou a importância da diversificação e da disciplina estratégica.

A análise do fluxo de caixa evidenciou a solidez da estrutura financeira do regime. Entre 20 de fevereiro e 13 de março, as receitas somaram R$ 17,287 milhões, abrangendo os fundos financeiro e previdenciário. Após o cumprimento regular das obrigações com o pagamento de aposentadorias e pensões, permaneceu volume significativo de recursos aptos a novas aplicações, reforçando a capacidade de planejamento e sustentabilidade do sistema.

Como resultado das discussões técnicas, a Guarujá Previdência coordenou a aprovação de novas aplicações em títulos públicos federais indexados à inflação (NTN-B), com vencimentos em 2028, 2045 e 2055, além de aportes em fundo de renda fixa referenciado DI. A estratégia prioriza ativos com maior previsibilidade, liquidez e aderência à meta atuarial, conforme as diretrizes do estudo de Asset Liability Management (ALM) vigente.

No mesmo movimento de gestão ativa, o Comitê aprovou o redirecionamento gradual de recursos alocados em fundos que apresentaram desempenho inferior ao esperado, especialmente em segmentos mais sensíveis às oscilações do mercado internacional. A decisão reflete o compromisso da Guarujá Previdência com o equilíbrio entre risco, retorno e segurança, preservando o patrimônio dos segurados e fortalecendo a resiliência da carteira diante de cenários adversos.

O relatório mensal também apontou que a maior parte dos investimentos manteve desempenho positivo no período, enquanto ajustes táticos foram recomendados em segmentos específicos, como ações, multimercado internacional e fundos imobiliários. Essas decisões fazem parte de um processo contínuo de monitoramento e aprimoramento da alocação, pautado por critérios técnicos e governança.

A reunião registrou ainda o empenho da equipe da Guarujá Previdência na permanente qualificação técnica, com participação em eventos de referência do setor, como o 8º Congresso Brasileiro de Investimentos dos RPPS, em Florianópolis, além de encontros técnicos e seminários especializados. A próxima reunião ordinária do Comitê de Investimentos está prevista para 16 de abril de 2026.

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