27 fev 2026
Fevereiro Roxo e Laranja reforça a importância do diagnóstico precoce, do acolhimento e da proteção social
Campanha mobilizou ações de conscientização sobre Alzheimer, fibromialgia, lúpus e leucemia, destacando impactos na qualidade de vida e na organização familiar e previdenciária

Ao longo do mês, a campanha Fevereiro Roxo e Laranja ampliou o debate público sobre doenças crônicas e hematológicas que afetam milhões de brasileiros, reforçando a importância do diagnóstico precoce, do tratamento contínuo e do combate ao estigma. A mobilização reuniu iniciativas de informação e sensibilização sobre Alzheimer, fibromialgia e lúpus, simbolizados pelo roxo, e sobre a leucemia, representada pela cor laranja, chamando atenção para sinais de alerta, redes de cuidado e políticas de proteção social.
No campo neurológico, o Alzheimer permanece como uma das principais causas de dependência funcional na velhice. Dados de entidades médicas e organismos internacionais indicam crescimento acelerado do número de casos em razão do envelhecimento populacional. A progressão da doença exige reorganização familiar, suporte psicossocial e planejamento de longo prazo, uma vez que a perda de autonomia impacta diretamente a renda, a capacidade laboral e a dinâmica de cuidados dentro dos lares.
Já no caso da fibromialgia e do lúpus, o desafio envolve tanto o controle clínico quanto o reconhecimento social das limitações impostas por condições muitas vezes invisibilizadas. A dor crônica, a fadiga intensa e as alterações cognitivas associadas à fibromialgia, bem como as manifestações sistêmicas do lúpus, podem comprometer a permanência no trabalho e a qualidade de vida. Avanços normativos recentes têm buscado ampliar o reconhecimento dessas condições no campo dos direitos da pessoa com deficiência, sempre condicionados à avaliação biopsicossocial multiprofissional, conforme parâmetros da legislação inclusiva.
No eixo oncológico, a leucemia segue demandando atenção especial das políticas públicas de saúde. O diagnóstico precoce amplia significativamente as chances de sucesso terapêutico, sobretudo diante da evolução dos tratamentos hematológicos. Para o médico Drauzio Varella, oncologista e divulgador científico, campanhas de conscientização cumprem papel decisivo na redução da mortalidade, pois “informação de qualidade leva as pessoas a procurar atendimento mais cedo, e isso salva vidas”.
Além dos aspectos clínicos, a campanha também evidenciou dimensões sociais frequentemente menos debatidas. Doenças crônicas e degenerativas podem alterar trajetórias profissionais, antecipar afastamentos e exigir reorganização financeira das famílias. Nesse contexto, mecanismos de proteção social, como benefícios previdenciários, aposentadorias específicas, auxílios por incapacidade e pensões, tornam-se instrumentos fundamentais de garantia de dignidade, continuidade de renda e estabilidade familiar.
Especialistas em envelhecimento ressaltam que o cuidado integral precisa ir além do tratamento médico. Envolve acesso à informação, suporte emocional, redes comunitárias e planejamento de vida. A integração entre saúde e proteção social permite que o enfrentamento da doença ocorra com menor vulnerabilidade econômica e maior segurança para pacientes e familiares.
Ao encerrar o Fevereiro Roxo e Laranja, a principal mensagem reforçada pela campanha é a de que informação, acolhimento e prevenção caminham juntos. Falar sobre essas condições é ampliar diagnósticos precoces, combater preconceitos e fortalecer políticas públicas capazes de assegurar não apenas tratamento, mas também proteção social e envelhecimento com dignidade.

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