
O mês de fevereiro é marcado por duas importantes campanhas de conscientização: o Fevereiro Laranja, que destaca a importância da prevenção e diagnóstico precoce da Leucemia, e o Fevereiro Roxo, que aborda o Alzheimer, o Lúpus e a Fibromialgia.
Ambas as campanhas reforçam a necessidade de atenção aos sinais do corpo e o incentivo à busca por orientação médica.
Leucemia e Fevereiro Laranja: informação salva vidas
Campanha nacional reforça a importância do diagnóstico precoce, da doação de medula óssea e do cuidado integral, com impactos que ultrapassam a saúde e alcançam a proteção social das famílias.
O mês de fevereiro também é marcado pela cor laranja, símbolo da conscientização sobre a leucemia — um tipo de câncer que afeta os tecidos formadores do sangue, especialmente a medula óssea, e que exige diagnóstico ágil e tratamento especializado. A campanha Fevereiro Laranja busca ampliar o acesso à informação, incentivar a doação de medula óssea e reduzir atrasos diagnósticos, fatores decisivos para o prognóstico e a sobrevida dos pacientes.
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a leucemia figura entre os cânceres hematológicos mais incidentes no Brasil, com milhares de novos casos estimados anualmente. A doença pode se manifestar de forma aguda ou crônica e, em muitos casos, os primeiros sinais são inespecíficos: fadiga persistente, infecções frequentes, sangramentos, manchas roxas na pele ou perda de peso sem causa aparente. Esses sintomas, quando persistentes, exigem investigação médica imediata.
O hematologista e oncologista Dr. Drauzio Varella, em materiais educativos voltados ao público, destaca que a atenção aos sinais iniciais pode ser decisiva para o desfecho clínico. “A leucemia, especialmente nas formas agudas, evolui rapidamente. O diagnóstico precoce permite iniciar o tratamento em fases mais favoráveis e aumenta as chances de resposta terapêutica”, afirma o médico, em conteúdo de divulgação científica sobre cânceres do sangue.
O tratamento varia conforme o tipo da doença e pode envolver quimioterapia, terapias-alvo, imunoterapia e transplante de medula óssea. Nesse último caso, a compatibilidade genética entre doador e receptor é determinante, o que torna os registros de doadores voluntários essenciais. No Brasil, o cadastro é coordenado pelo Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME), que integra uma das maiores bases de doadores do mundo.
Proteção social e redes de cuidado
Além do impacto clínico, o diagnóstico de leucemia costuma reorganizar profundamente a vida familiar e laboral. Internações prolongadas, efeitos adversos do tratamento e necessidade de acompanhamento contínuo podem exigir afastamento do trabalho, reorganização da renda e redefinição de papéis familiares. É nesse ponto que a informação se conecta diretamente à proteção social.
Para a Guarujá Previdência, autarquia responsável pela previdência social dos servidores públicos municipais de Guarujá, campanhas como o Fevereiro Laranja reforçam a importância do cuidado integral — conceito que vai além do tratamento médico e inclui suporte familiar, orientação institucional e planejamento de vida. A proteção previdenciária, nesses contextos, cumpre função de amparo diante de vulnerabilidades transitórias ou permanentes decorrentes da doença.
O cuidado integral envolve também atenção à saúde mental de pacientes e cuidadores. Estudos em oncologia psicossocial indicam que o suporte emocional, a rede comunitária e o acompanhamento interdisciplinar contribuem para melhor adesão terapêutica e qualidade de vida durante o tratamento.
Informação como estratégia de vida
A campanha Fevereiro Laranja reforça uma mensagem central: informação qualificada pode salvar vidas. Reconhecer sintomas, buscar atendimento precoce e compreender a importância da doação de medula óssea são atitudes que ampliam as chances de tratamento bem-sucedido e fortalecem a solidariedade social.
FEVEREIRO ROXO: FIBROMIALGIA E LÚPUS PEDEM INFORMAÇÃO, ACOLHIMENTO E CUIDADO CONTÍNUO
Campanha chama atenção para doenças crônicas que podem afetar rotinas, vínculos de trabalho e o bem-estar na pós-aposentadoria — e reforça que diagnóstico e acompanhamento fazem diferença.
Fevereiro começa com duas cores que viram lembrete de saúde pública: o roxo, associado à conscientização sobre fibromialgia e lúpus (além de Alzheimer, em outras abordagens da campanha), e o laranja, que costuma concentrar alertas sobre leucemia. A proposta é simples e urgente: estimular informação qualificada, reduzir estigmas e incentivar o cuidado contínuo — especialmente em condições que não têm “cura rápida”, mas podem ter sintomas controlados e qualidade de vida preservada com diagnóstico, tratamento e rede de apoio.
Na fibromialgia, o desafio frequentemente começa antes mesmo do consultório: ainda há desconhecimento e desconfiança social sobre uma dor que é real, persistente e pode vir acompanhada de fadiga, alterações de sono, ansiedade e dificuldades cognitivas. O próprio Ministério da Saúde reúne orientações ao público e aponta estimativas amplamente usadas no país: a condição pode atingir cerca de 3% da população brasileira e tem maior prevalência em mulheres. Também por isso, informação e acolhimento não são “detalhes”: são parte da resposta coletiva para reduzir atrasos diagnósticos e orientar caminhos de cuidado.
No lúpus, a atenção precisa ser igualmente contínua e interdisciplinar. O Ministério da Saúde descreve o lúpus como doença autoimune inflamatória que pode afetar diferentes órgãos e tecidos, com quadros variáveis e potencial gravidade quando não tratado adequadamente. Já a Sociedade Brasileira de Reumatologia estima que o lúpus afete centenas de milhares de pessoas no Brasil e reforça a importância do diagnóstico precoce para melhor resposta clínica.
Quando a lei entra na conversa: fibromialgia pode configurar deficiência, mas não é automático
Um ponto importante — e que exige precisão para não gerar expectativa indevida — é a mudança normativa de 2025. A Lei nº 15.176/2025 passou a reconhecer que a fibromialgia e condições correlatas podem configurar deficiência a depender do caso, desde que haja avaliação biopsicossocial por equipe multiprofissional e interdisciplinar, nos critérios do Estatuto da Pessoa com Deficiência. Ou seja: o diagnóstico médico, sozinho, não “transforma” automaticamente a pessoa em PCD para efeitos legais; o reconhecimento depende da avaliação técnica que considera impedimentos, fatores socioambientais e restrições de participação.
Essa discussão se conecta com outra base legal: a Lei nº 14.705/2023, que estabelece diretrizes para o atendimento no SUS às pessoas com fibromialgia (e síndromes correlatas), reforçando a lógica do cuidado integral e multiprofissional como política pública. Em termos práticos, a mensagem institucional é direta: buscar acompanhamento regular, registrar evolução dos sintomas e manter documentação clínica organizada é parte do autocuidado e também ajuda em eventuais necessidades administrativas futuras.
Uma questão previdenciária: saúde como condição de permanência laboral e bem-estar na pós-aposentadoria
Para a Guarujá Previdência, campanhas como o Fevereiro Roxo dialogam com um ponto central da proteção social: a saúde sustenta a trajetória de trabalho e influencia a qualidade da aposentadoria. Dor crônica, fadiga, flutuações de sintomas e períodos de crise podem impactar produtividade, frequência e o próprio planejamento de vida — e, em casos mais graves, reorganizar a dinâmica de cuidado familiar. Por isso, educação em saúde e orientação preventiva não são “assuntos paralelos”: elas contribuem para decisões mais informadas ao longo da vida funcional e também no pós-aposentadoria.
No dia a dia, isso significa estimular que servidores e familiares procurem assistência qualificada diante de sinais persistentes (dor difusa por meses, cansaço incapacitante, alterações de sono, sintomas emocionais associados; ou, no lúpus, sintomas sistêmicos e manifestações cutâneas e articulares recorrentes). Também significa combater o estigma: minimizar sintomas ou atribuí-los a “fraqueza” atrasa diagnóstico, amplia sofrimento e piora desfechos — e é justamente esse ciclo que campanhas públicas tentam interromper.
Fevereiro Roxo é, portanto, um convite a duas atitudes que caminham juntas: informar (com fontes confiáveis, sem sensacionalismo) e acolher (sem julgamento, com escuta e encaminhamento). Em saúde crônica, a diferença costuma estar menos em soluções imediatas e mais na continuidade: acompanhamento, adesão ao tratamento, rede de apoio e proteção contra isolamento.
Se você é servidor(a) municipal e percebe sinais persistentes, a orientação é buscar atendimento na rede de saúde, seguir o plano terapêutico e registrar o histórico clínico. A Guarujá Previdência reforça que cuidar da saúde ao longo da vida é também cuidar do futuro — porque envelhecer com dignidade passa, necessariamente, por acesso a informação, cuidado e proteção social.

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